
Foto: Divulgação.
Estudantes
da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Henrique Dias, em Garanhuns, no
Agreste de Pernambuco, realizaram um protesto nesta terça-feira (6) contra o
retorno do diretor da unidade, que é investigado por denúncias de abuso sexual
contra ex-alunas da escola.
O
servidor estava afastado das atividades desde junho deste ano, quando o
Ministério Público de Pernambuco (MPPE) passou a apurar as denúncias. Os
supostos casos teriam ocorrido no fim de 2021, período em que o ele trabalhava
na instituição como professor.
A
manifestação ocorreu em frente à escola e reuniu estudantes que questionam a
permanência do servidor na função de diretor enquanto as denúncias são
investigadas.
Em nota, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou que a Gerência Regional de Educação (GRE) Agreste Meridional recebeu, nesta terça-feira, representantes da EREM Henrique Dias para ouvir as manifestações e prestar esclarecimentos sobre a situação.
A
pasta afirmou ainda que conduz um Processo Administrativo Disciplinar (PAD)
para apurar os fatos. Segundo a SEE, as providências estão sendo adotadas de
acordo com os procedimentos administrativos previstos.
“A
SEE repudia veementemente qualquer forma de violência e reforça seu compromisso
com a promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e pautado pelo respeito
a toda a comunidade escolar”, informou a secretaria.
Investigação do MPPE

Foto: Divulgação.
A
investigação do MPPE teve início após uma denúncia apresentada em abril deste
ano à Ouvidoria do órgão. Conforme informações que constam no procedimento, uma
das supostas vítimas era estudante da escola quando os fatos teriam ocorrido,
no fim de 2021.
Segundo
o relato encaminhado ao Ministério Público, a estudante teria sido submetida a
situações de assédio e abuso pelo então professor. A denúncia também afirma que
o investigado teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade da
adolescente e utilizado mecanismos de manipulação e coerção.
O
MPPE também apura a possibilidade de outras estudantes terem sido vítimas do
mesmo homem. O procedimento menciona ainda a existência de relatos que teriam
chegado à instituição de ensino à época dos supostos episódios.
O
Ministério Público determinou o prosseguimento das investigações, incluindo
relato de vítima e aquisição de mais detalhes do caso.
As denúncias ainda são objeto de investigação, e não há, até o momento, conclusão sobre a responsabilidade do servidor pelos fatos relatados.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.