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O Ministério da Saúde começa a ofertar nesta semana nove novos medicamentos para tratamento de câncer no SUS.
Tratam-se de produtos de alta tecnologia, que impactam na sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas.
A expectativa é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde.
Muitos desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos e já estavam incorporados ao SUS, mas sem a efetiva oferta nos serviços.
A mudança veio com o programa Agora Tem Especialistas, iniciativa lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde que visa consolidar a maior rede pública de cuidado do câncer para reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento no SUS.
Em relação à oferta de medicamentos, foi instituída a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco) que definiu como cada tecnologia chegaria à população.
No Recife, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, participou de agenda no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e destacou os avanços anunciados pelo governo federal para ampliar o acesso ao tratamento oncológico.
“Estamos
promovendo a maior mudança de uma só vez no tratamento do câncer em todo o
Brasil. Na área de medicamentos, estamos incorporando ao SUS nove tipos de
medicamentos para 12 tipos de câncer. No caso do câncer de mama, dois novos
medicamentos vão melhorar a qualidade de vida das pacientes e reduzir em 50% o
risco de recidiva da doença. Também estamos atualizando a tabela de patologia,
fortalecendo o diagnóstico, além de avançar na organização e expansão da
radioterapia em todo o país”, afirmou.
Os nove novos medicamentos são para 13 indicações diferentes para tratamento de câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, localizados em todas as regiões do Brasil.

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A expectativa é expandir para todos os demais centros do país até o fim do ano. O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano.
A lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes que precisam desse tratamento.
Outro medicamento que passa a ser ofertado para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes com câncer renal metastático.
Já o trastuzumabe, utilizado no SUS para o tratamento do câncer de mama, tem seu uso ampliado para pacientes com câncer de estômago.
Esses nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente.
Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte.
Saiba quais são os novos medicamentos:
-trastuzumabe — câncer de estômago ou junção
esofagogástrica;
-abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-,
linfonodo +) ou avançado/metastático;
-acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
-pazopanibe — câncer de rim de células claras
metastático;
-rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª
linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
-abiraterona — câncer de próstata resistente à
hormonioterapia não metastático e -metastático e sensível à hormonioterapia e
metastático
-gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células
em primeira linha
-TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer
diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
-sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
Câncer de intestino
O SUS, agora, passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Uma mudança fundamental para o diagnóstico precoce da doença.
O Ministério da Saúde começa a distribuir 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal.
A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início em novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O FIT será utilizado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos.
De realização simples e semelhante a um teste de gravidez, o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. O exame tem precisão de até 92%.
Com investimento de R$ 46 milhões por ano, o Ministério da Saúde passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão.
A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias.
FONTE: FOLHA PE.