Publicada em 21/10/2026 às 12h47.
Ministério da Saúde amplia acesso a medicamentos oncológicos de alta tecnologia em Pernambuco
Nove novas medicações serão ofertadas a partir dessa semana para pacientes com câncer no SUS.

Foto: Divulgação.


 O Ministério da Saúde começa a ofertar nesta semana nove novos medicamentos para tratamento de câncer no SUS.


Tratam-se de produtos de alta tecnologia, que impactam na sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas.


A expectativa é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde.


Muitos desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos e já estavam incorporados ao SUS, mas sem a efetiva oferta nos serviços.


A mudança veio com o programa Agora Tem Especialistas, iniciativa lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde que visa consolidar a maior rede pública de cuidado do câncer para reduzir o tempo de espera por diagnóstico e tratamento no SUS.


Em relação à oferta de medicamentos, foi instituída a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco) que definiu como cada tecnologia chegaria à população. 


No Recife, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, participou de agenda no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e destacou os avanços anunciados pelo governo federal para ampliar o acesso ao tratamento oncológico.


“Estamos promovendo a maior mudança de uma só vez no tratamento do câncer em todo o Brasil. Na área de medicamentos, estamos incorporando ao SUS nove tipos de medicamentos para 12 tipos de câncer. No caso do câncer de mama, dois novos medicamentos vão melhorar a qualidade de vida das pacientes e reduzir em 50% o risco de recidiva da doença. Também estamos atualizando a tabela de patologia, fortalecendo o diagnóstico, além de avançar na organização e expansão da radioterapia em todo o país”, afirmou. 

 

Os nove novos medicamentos são para 13 indicações diferentes para tratamento de câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, localizados em todas as regiões do Brasil.



Foto: Divulgação.   


A expectativa é expandir para todos os demais centros do país até o fim do ano. O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano. 


A lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada.


Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes que precisam desse tratamento.


Outro medicamento que passa a ser ofertado para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes com câncer renal metastático.


Já o trastuzumabe, utilizado no SUS para o tratamento do câncer de mama, tem seu uso ampliado para pacientes com câncer de estômago. 


Esses nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente.


Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. 


Saiba quais são os novos medicamentos:


-trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;

-abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +) ou avançado/metastático;

-acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;

-pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;

-rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;

-abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e -metastático e sensível à hormonioterapia e metastático

-gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha

-TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo

-sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.


Câncer de intestino 


O SUS, agora, passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Uma mudança fundamental para o diagnóstico precoce da doença.


O Ministério da Saúde começa a distribuir 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal.


A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início em novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. 


O FIT será utilizado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos.


De realização simples e semelhante a um teste de gravidez, o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. O exame tem precisão de até 92%.


Com investimento de R$ 46 milhões por ano, o Ministério da Saúde passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão.


A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias. 



FONTE: FOLHA PE.






            




                     

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