
Foto: Divulgação.
O
julgamento do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a menina
Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, com um tiro de fuzil em 2021 seria na
quarta-feira (21), mas foi adiado para 5 de maio de 2027. A mudança ocorreu
após recurso do senador e candidato à presidência da República, Flávio
Bolsonaro (PL), que é advogado do caso.
Ana
Clara foi atingida durante uma ação policial em Niterói, no Rio de Janeiro, no
dia 2 de fevereiro de 2021. Ela brincava na porta de casa. Delaroli foi
denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por homicídio
doloso (quando há intenção ou se assume o risco de matar).
Delaroli
foi preso em flagrante, mas foi solto em novembro de 2021 sob medidas
cautelares. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade. Ainda em 2021, a
Justiça determinou que ele fosse julgado pelo Tribunal do Júri, decisão que foi
mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Em
2024, Flávio entrou no caso como advogado do PM. Como defensor do acusado, o
hoje candidato à presidência, assinou um recurso no Superior Tribunal de
Justiça (STJ) para reverter a decisão de levar o policial à juri popular. O
pedido foi negado pela Corte.
Em
entrevista à Agência Pública, a mãe de Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva,
afirmou que a remarcação do julgamento do policial ocorreu por conta de um
outro compromisso da juíza responsável pelo caso. Esta foi a segunda remarcação
do julgamento. A primeira data prevista era 14 de abril de 2026, data em que a
menina completaria 11 anos.
“Eu não quero vingança, sabe? Eu não desejo mal, eu só quero que a justiça seja feita. É surreal acreditar que uma pessoa querendo ser o presidente do Brasil defender um cara que é sem escrúpulo nenhum, defender um monstro desse, que ele é um monstro”, disse Cristina em publicação feita pelo site Revelando nas redes sociais.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.