Publicada em 15/08/2016 às 09h34.
Servidores do Detran-AL voltam ao trabalho mesmo em estado de greve no interior e capital
Paralisação deflagrada no dia 8 foi encerrada na última sexta-feira (12). Projeto de Lei com reivindicações tramita na Assembleia Legislativa.

Funcionários do Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran-AL) voltam aos trabalhos nesta segunda-feira (15), depois de cinco dias em greve. Segundo o sindicato da categoria, mesmo com os serviços funcionando normalmente, os servidores ainda continuam em estado de greve.


Eles suspenderam todos os serviços no dia 8 deste mês e nem mesmo os 30% essenciais exigidos por lei foram mantidos. No entanto, na última sexta-feira (12), a categoria se reuniu em assembleia e decidiu voltar a trabalhar.


"O governador encaminhou no dia 8 mesmo um Projeto de Lei para a Assembleia Legislativa que trata das nossas reivindicações. Todos os serviços vão voltar a funcionar, mas vamos manter o estado de greve porque vai depender da aprovação do projeto pela ALE", disse presidente do sindicato, Luciano Matheus.


Agendamento


De acordo com o Detran, os candidatos que tiveram o exame de direção adiado por motivo da paralisação,serão compensados e não será necessário pagar novamente a taxa do exame.


Para isso, basta se dirigir ao SAC Petrópolis a partir de segunda, para solicitar um novo agendamento que será realizado o mais breve possível e em caráter de urgência. Nos próximos dias 19, 20, 26 e 27 a banca examinadora irá funcionar para atender essas demandas.


Já o usuário que não puder comparecer ao local para realizar o novo agendamento, pode pedir para outra pessoa ir no seu lugar, mas é preciso levar documento com foto, que comprove o grau de parentesco com o candidato.

Os que tiveram o serviço de vistoria veicular cancelados, deverão se dirigir até a sede do Detran para solicitar o encaixe.


Reivindicações


O Detran tem 347 funcionários concursados, mas segundo o sindicato só 285 trabalham. Os outros estão afastados, a maioria por doença. O sindicato reclama de sobrecarga de trabalho e pede concurso público para a contratação de 150 novos servidores.


Os servidores querem que o governo atenda o que ficou acertado em fevereiro, após três dias de greve de advertência. O acordo, segundo o Sindicato, seria cumprido até o dia 30 de julho.


“O que foi prometido pelo governo não foi cumprido e a categoria achou conveniente paralisar até que o governo cumpra com o que foi acordado”, ressaltou o presidente do sindicato.


G1

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