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A
Caixa Econômica Federal começou o pagamento nesta quarta-feira (24) da parcela de junho do
Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final
7.
O
valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do
benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e
Assistência Social, neste mês de junho o programa de transferência de renda do
governo federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08
bilhões.
Além
do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável
Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses
de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga
um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50
a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No
modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias
úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas
de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo
Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os
beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último
dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124
municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram
beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná
(10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).
Essas
localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas
em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado
está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência
Social.
Desde
2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro
Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o
Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem
exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o
período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca
de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício
médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam
emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por
até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste
mês de junho, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra
de proteção.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.