Publicada em 17/08/2016 às 11h38.
Pornografia está prejudicando a saúde sexual dos jovens
Estudo britânico alerta para o impacto negativo que os conteúdos pornográficos têm na vida sexual dos adolescentes do sexo masculino.

O alerta se foca na população jovem britânica, mas pode ser levado como um chamado de atenção para todos os países. A pornografia está prejudicando a saúde sexual dos jovens e pode levar a casos precoces de disfunção erétil.


Segundo a terapeuta sexual Angela Gregory, são cada vez mais os casos de adolescentes que procuram ajuda médica por problemas de disfunção erétil, um problema até agora associado a homens mais velhos com outros problemas de saúde como a diabetes ou doenças cardiovasculares.


Num documentário realizado pela BBC sobre o impacto do fácil acesso à pornografia, a especialista diz que os conteúdos ‘para adultos’ facilmente encontrados online são a causa para este problema precoce, uma vez que o hábito de se masturbar e de assistir a conteúdos eróticos tem um impacto direto na incapacidade do homem de manter a ereção na presença de um parceiro ou parceira real. A ansiedade em trazer para a realidade aquilo que se vê online é também um dos fatores que mais contribui para a impotência dos jovens.


Esta não é, porém, a primeira vez que a vida sexual dos jovens britânicos é analisada. Um estudo publicado este ano indica que 9,1% dos jovens e 13,4% das adolescentes com idades compreendidas entre os 16 e os 21 anos tiveram um problema angustiante a nível sexual. Esses problemas aconteceram nos três meses que antecederam a pesquisa e incluíam a ejaculação precoce e a dificuldade em atingir o clímax.


Em 2014, também a vida sexual dos jovens espanhóis foi analisada e um estudo concluiu que mais de metade dos jovens do país (53,5%), entre os 14 e os 17 anos, já assistiu pornografia através da internet, estando estes conteúdos a assumirem-se como a nova educação sexual do país.


Já este ano, um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior revela que os 'Millennials' são a geração que faz menos sexo. O estudorevelou que os americanos entre os 20 e os 24 anos eram significativamente mais propensos a não terem parceiros sexuais após os 18 anos do que os membros da ‘Geração X’, nascidos no final da década de 1960.


A pornografia tem sido amplamente analisada pela ciência, que conseguiu mostrar que este tipo de conteúdo tem um efeito semelhante à droga. E sim, a pornografia tem um impacto muito próprio no corpo, como pode ver aqui.

 

 

 

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