Publicada em 19/08/2016 às 11h38.
Falha em cabelo identifica suspeito que invadia banco e furtava armas
Foto tirada em cadeia de Sorocaba foi comparada com imagens de assaltos.

A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita de invadir agências bancárias em dois estados. O alvo dos criminosos eram os revólveres dos vigilantes e foram dezenas de furtos cometidos pelos mesmos homens. Imagens registradas pelas câmeras de segurança de vários bancos mostram as ações em série e uma característica física de um dos ladrões fez com que a polícia identificasse os suspeitos nesta semana. 


Dois homens foram presos em Sorocaba (SP) enquanto tentavam entrar em uma agência. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí já investigava o caso e um problema de saúde serviu como prova. Um dos suspeitos não tem cabelo em três pontos da cabeça e foi comprovado a sua participação nos crimes com as imagens do circuito de segurança e fotos feitas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.


As imagens do circuito de segurança mostram as mesmas pessoas em dezenas de agências no interior de São Paulo e na Capital. Eles também invadiram agências no Rio de Janeiro e, até agora, a polícia chegou a 22 arrombamentos, mas o número pode ser maior. Conforme as imagens, eles tinham a mesma rotina, passavam um tempo perto dos caixas eletrônicos e depois forçavam a porta e entravam.


Grupo entrava em bancos para furtar armas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Grupo entrava em bancos para furtar armas
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Em seguida, eles iam até o vestiário e furtavam as armas dos vigilantes. “O que foi apurado até agora é a facilidade de onde as armas estavam escondidas, sempre no mesmo lugar e com pouca vigilância. Por isso que eles elegiam o banco como uma vítima em potencial", explica o delegado de Jundiaí, Carlos Eduardo Barbosa. O banco Santander informou que não vai falar sobre o assunto.


Agora a polícia quer saber o que foi feito com as armas dos vigilantes. Pelo menos 22 revólveres. Segundo o delegado geral de São Paulo, Youssef Abou Chahin, já foram tomadas medidas para que as armas dos vigilantes fiquem em local seguro. "O intuito é padronizar a instalação de cofres para que essa prática que virou moda [furto de armas de bancos], já que no primeiro semestre tivemos mais de 700 casos. Por isso precisamos trabalhar para reduzir esses índices."


Falha em cabelo ajudou a prender suspeito de crimes em bancos (Foto: Reprodução/TV TEM)
Falha em cabelo ajudou a prender suspeito de crimes em bancos (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

 

 

 

G1

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