Publicada em 08/09/2016 às 08h38.
Economia: Enem tem custo mais elevado em cinco anos
Do ano passado para cá, o valor médio por candidato inscrito aumentou 44%, passando de R$ 63 para R$ 91.

Apesar de o contingenciamento ser pauta frequente dos discursos de  gestores públicos, o custo da aplicação do Exame Nacional do Ensino  Médio (Enem) deste ano anunciado pelo MEC - R$ 788 milhões - é o mais  alto em pelo menos cinco anos. Do ano passado para cá, o valor médio por  candidato inscrito aumentou 44%, passando de R$ 63 para R$ 91.


O  titular da pasta, Mendonça Filho, diz que o montante engloba dívidas  deixadas pelo antecessor, Aloizio Mercadante, referentes ao Enem 2015.  No entanto, contratos firmados com a gráfica RR Donnelley e com as  bancas Cespe e Cesgranrio, responsáveis pela elaboração da prova,  somaram R$ 697 milhões - valores empenhados em junho e julho deste ano,  quando o novo ministro já havia sido empossado, e referentes à edição  2016 do exame, conforme dados do Portal da Transparência.


Apenas  esses contratos já ultrapassam em R$ 150 milhões o total do custo no  ano passado que, corrigido pela inflação, ficou em R$ 546 milhões.


Dívida quitada

Em  nota, o petista afirma que deixou o MEC sem débitos, pois os valores da  edição 2015 já estavam empenhados. O número inicial cravado pelo MEC em  uma publicação em seu site foi de R$ 828 milhões - que acabou reparado  pela pasta após questionamento da reportagem. "O orçamento previsto para  o Enem 2016 é de R$ 788.345.024", corrigiu a pasta, alegando que o  primeiro valor considerou número de alunos inscritos, mas não  confirmados.


Crescimento

O ministério  ainda justifica o aumento em função de uma maior quantidade de provas (o  número de inscritos foi 11% maior que em 2015) e de materiais  administrativos, além da implementação de dispositivos de segurança,  como a ficha de identificação biométrica e detectores de metais nas  portas de todos os banheiros, "o que demanda maior número de pessoas e  equipamentos".


O Enem ocorrerá em 5 e 6 de novembro, em  todo o País, envolvendo cerca de 600 mil pessoas entre a preparação e a  aplicação das provas. Serão impressos 16 milhões de exames.


O Estado de S. Paulo

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