Uma das principais mudanças do técnico Daniel Paulista, ao assumir o Sport como treinador, foi a volta de Renê à lateral esquerda. Ele, que não recebia muitas oportunidades com Oswaldo de Oliveira, evitou falar em injustiça do antigo comandante. Mas deixou claro que Oswaldo poderia tê-lo ajudado mais dentro de campo.
- É difícil falar em injustiça. Ele tem o critério dele, eu tenho o meu e você tem o seu. Eu acho que o critério dele era que eu deveria sair do time. No meu modo de ver, eu não vinha jogando tão bem, mas ele poderia ter conversado comigo, tentado acertar dentro de campo e tentado me ajudar a entender mais fácil o que ele queria. Ele quis me tirar e eu não guardo mágoa de ninguém.
Renê foi titular em todos os jogos de Daniel Paulista. Foram seis partidas sem sequer ser substituído. O jogador afirmou que Oswaldo de Oliveira, hoje no Corinthians, não o passava confiança.
- Ele (Oswaldo de Oliveira) fez o trabalho dele assim como eu faço o meu. Quando Daniel assumiu, pude voltar a jogar e ele me passou confiança. O importante para o jogador é isso. Com ele eu não tinha tanta confiança. Não me passava tanta confiança como falava. Mas cada treinador tem seu jeito de trabalhar e eu espero ajudar o Sport da melhor maneira nessa reta final.
Curiosamente, Renê torceu bastante por Oswaldo de Oliveira na última segunda-feira. Com a vitória do Corinthians sobre o Internacional, por 1 a 0, o Leão precisa de uma vitória nos próximos dois jogos.
- Acompanhei. Vi o primeiro tempo completo. Vibrei um pouco no gol porque foi de Marlone. Ele não só jogou comigo, mas é meu amigo. Conheço a mulher e a filha dele também. Foi um resultado importante e agora só dependemos de uma vitória. Temos um jogo contra o América-MG, que todo mundo acha que é fácil, mas vai ser complicado. Todo mundo quer mostrar serviço nesse final de campeonato, pensando até no ano que vem. Temos de ter uma semana com um foco alto e se preparando bastante.
Globo Esporte