O filme De Volta Para o Futuro já imaginava carros voadores em 2016Foto: divulgação
Pelo menos é o que afirma Marc Andreesen, presidente da empresa de Software Opsware e co-fundador da Netscape Communications Corporation. Ele atua no Vale do Silício e concedeu entrevista sobre suas percepções do rumo das tecnologias ao site especializado The Verge.
O ponto principal da sua análise foi discutir o que chamou de 'duas partes da economia'. A primeira, segundo ele, se refere aos produtos manufaturados que tem um aumento considerável de tecnologia e diminuição do preço ao longo do tempo. "Os preços das televisões caíram drasticamente nos últimos dez anos. A TV que você compra hoje por U$ 400 é como ficção científica em comparação à época", exemplificou.
A outra parte aconteceria exatamente o contrário, como em serviços de saúde, por exemplo, onde o preço pago só faz crescer e a evolução não ocorre na mesma proporção.
A expectativa do especialista para a proximidade do desenvolvimento de um carro voador segue a lógica da primeira parte. Primeiro, ele diz que em caso de uma cultura de carros voadores, a condução não seria feita por um humano, mas sim, por computadores. "Eu não quero pessoas comandando esses carros. Quero veículo autônomos e, estar fora do chão, pode ser até um facilitador, já que existem mais 'degraus de liberdade' se algo der errado", opina.
A tecnologia de operação não seria o mais complicado de se conseguir. "Todos os anos novas empresas de computador surgem. E não falo das que fazem um laptop, mas sim as que fazem um drone por exemplo. Os computadores mudam de forma, tamanho e função, mas o princípio é o mesmo".
Segundo ele, a maior dificuldade está na bateria. Ainda não existe uma tecnologia suficiente que garanta que o automóvel não irá descarregar no ar, por exemplo.
Marc não acredita que isso seja um problema das pessoas do Vale do Silício, e sim da grande indústria que seria capaz de desenvolver isso. "Assim que esse problema for resolvido, teremos carros que voam", apostou.
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