Representantes do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE) reuniram-se, na tarde desta terça-feira (29), com o reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão, para oferecer prédios de escolas privadas do Estado para a aplicação das provas do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) 1 e 2. Os exames foram adiados para os dias 29 e 30 de janeiro de 2017 por conta da ocupação de duas escolas que seriam usadas como locais de prova pela universidade. O Sinepe espera que a disponibilização dos espaços faça com que as datas sejam revistas e a avaliação, antecipada. Segundo o presidente da entidade, José Ricardo Diniz, o reitor comprometeu-se a se posicionar sobre a oferta até o final desta semana.
“Entregamos o nosso pleito ao magnífico reitor e ao presidente da Comissão de Vestibulares da UPE, disponibilizando espaços físicos no Estado inteiro para a realização das provas. Até o final da semana teremos outra reunião com eles para que a resposta seja dada”, afirmou Diniz.
Ainda de acordo com o presidente do sindicato, na reunião não foram estabelecidas novas datas para as avaliações, portanto, ao menos por enquanto, ambas as fases do Seriado seguem agendadas para o final de janeiro. Diniz disse também que, apesar da boa expectativa em relação à resposta da UPE, a suspensão das avaliações já causou grandes estragos, sobretudo na rotina dos estudantes que vão realizá-las.
“Independentemente do que ficar acordado, não será possível sanar o prejuízo. São quase 15 mil alunos de segundo ano e 20 mil de primeiro ano, jovens entre 15 e 16 anos, que foram prejudicados. A questão emocional, tudo isso está envolvido. Nossa preocupação é com esses estudantes”, comentou o presidente.
Na última semana, a UPE anunciou a suspensão das provas do Sistema Seriado 2 e 1 – que seriam aplicadas nos dias 27 e 28 de novembro e 4 e 5 de dezembro, respectivamente – devido à ocupação da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Porto Digital, no Bairro do Recife, e da Escola Técnica Estadual Professor Lucilo Ávila Pessoa, na Iputinga. Os prédios seriam utilizados como locais de prova para cerca de 700 candidatos em cada processo seletivo.
Segundo a UPE, a reitoria e a Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos (CPCA) não vão se posicionar sobre a reunião desta tarde, mas vão analisar a proposta das escolas assim que ela for protocolada por escrito, o que deve ocorrer nesta quarta (30).
JC Online