Passado pouco mais de um ano da descoberta da associação entre a infecção pelo zika na gestação e o desenvolvimento da microcefalia em bebês, a população brasileira continua sem ter conhecimento adequado sobre formas de prevenção das infecções transmitidas pelo Aedes aegypti. De acordo com a pesquisa Sempre bem protegido, da Sociedade Brasileira de Dengue/Arboviroses (SBD/A), 49,1% dos entrevistados desconhecem a tríade formada por prevenção, sintomas e tratamento da zika.
“Os dados relativos ao conhecimento da população sobre os mecanismos de transmissão das arboviroses são evidenciados como superficiais nesta pesquisa, pois mostram que as pessoas não estão relacionando aspectos mais abrangentes, como formas de prevenção ao mosquito e carência de saneamento básico”, alerta o médico infectologista Artur Timerman, presidente da SBD/A.
Os participantes da pesquisa apresentaram alto grau de informação sobre temas como reprodução do mosquito, grupo de risco da infecção pelo zika (crianças e mulheres grávidas) e casos de microcefalia em recém-nascidos. Em compensação, os entrevistados ainda se mostram menos informados sobre a possibilidade de a doença não manifestar sintomas, além de não saberem que o ácido acetilsalicílico é contraindicado nos casos de zika, como é nos de dengue.