Publicada em 12/12/2016 às 16h15.
Polícia prende em PE quatro condenados de matar e ocultar corpo de mulheres no RJ
O crime ocorreu em 2005, quando uma alemã e uma pernambucana foram assassinadas. O grupo matou as duas mulheres e ocultou os cadáveres.

A polícia Civil detalhou, nesta segunda-feira (12), a prisão de quatro homens condenados pelo assassinato e ocultação dos corpos de duas mulheres em uma fazenda no município de Cachoeiras do Macacu, no Rio de Janeiro, em setembro de 2005. A alemã Alexandra Schleifer e a pernambucana Edicléria Lis Fulco, proprietária e administradora da fazenda, respectivamente, foram encontradas enterradas no local.


Os quatro homens, todos pernambucanos, eram funcionários das vítimas. Na época, o crime começou a ser investigado como sequestro, já que as duas mulheres ficaram desaparecidas por 12 dias. Todos haviam sido presos no Rio de Janeiro, mas haviam sido soltos e vieram para Pernambuco há cerca de cinco anos, de acordo com a Polícia Civil de Pernambuco.


Dois julgamentos foram anulados, até que no dia 6 de outubro deste ano foram expedidos os mandados condenatórios pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os homens foram presos no município de Chã Grande, na Mata Sul de Pernambuco.


As prisões ocorreram na sexta-feira (9), no âmbito da ‘Operação Esforço Geral’. De acordo com o delegado Ramon Teixeira, do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Pernambuco, as investigações para o cumprimento dos mandados duraram cerca de 15 dias.


“Os quatro mudaram-se para Pernambuco e praticamente reconstruíram a vida. É possível que eles nem imaginassem que o comparsa, que foi o mandante dos crimes, tivesse sido preso”, apontou o delegado.


Todos os condenados foram encaminhados ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.


O caso
Alexandra foi morta enquanto saía da fazenda, na noite do dia 25 de setembro de 2005. Segundo a investigação, os acusados aguardaram a chegada de Edicléia, que foi assassinada com dois tiros. No mesmo dia, a polícia encontrou os carros das duas mulheres incendiados na Estrada do Faraó, a poucos quilômetros da casa de Alexandra.


Após ser preso dias após o desaparecimento das duas mulheres, um ex-caseiro da fazenda confessou o crime, entregou os outros suspeitos e informou à polícia a localização dos corpos. A alemã foi morta a pauladas, enquanto a pernambucana levou dois tiros. Todos os ex-funcionários alegaram vingança como motivação para o crime.


De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, contra a alemã havia três queixas por disparo de arma de fogo. A vítima havia sido acusada de ter expulsado com tiros um jovem que nadava em um rio que passa pela fazenda.


 

“A primeira vítima foi enterrada próximo a uma bananeira, para tentar dificultar as investigações, enquanto o corpo da outra foi ocultado em um chiqueiro, até como símbolo da ira dos homens contra as vítimas”, disse o delegado Ramon.

 

G1

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