Publicada em 02/07/2026 às 11h54.
Helicópteros e quase 80 policiais: operação na Comunidade do Detran mira líderes de grupo criminoso
Foram cumpridos três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar.

Foto: Divulgação.   


 Com uso de dois helicópteros e ação de quase 80 policiais, a Comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, é alvo de nova operação nesta quinta-feira (2).

 

Foram cumpridos na operação de polícia judiciária "Cerco Estratégico" três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de coordenar uma organização criminosa violenta atuante na localidade.

 

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), a ação dá continuidade às investigações da Operação Iara, deflagrada em 22 de maio, contra o tráfico de drogas e armas na Ilha do Bananal, na Comunidade do Detran.


Desta vez, o objetivo, segundo a Polícia Civil de Pernambuco, é aprofundar as investigações, fortalecer a produção de provas e desarticular o núcleo de comando do grupo.


Conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN/Denarc), a operação contou com apoio operacional do Comando de Recursos Especiais (Core/PCPE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMPE), da 2ª Seção do Estado-Maior Geral (2ª EMG), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Grupamento Tático Aéreo (GTA).


Aproximadamente 75 policiais participaram da ação, sendo 35 policiais civis do Denarc e do Core, além de 20 policiais rodoviários federais, e 20 policiais militares do Bope. As aeronaves usadas na operação são do GTA e da PRF.


 "As investigações prosseguem sob a coordenação do Denarc, com o objetivo de identificar todos os envolvidos, promover a responsabilização criminal dos investigados e subsidiar a adoção de novas medidas judiciais necessárias à completa desarticulação do grupo criminoso", destacou a PCPE.


Operação Iara


Deflagrada em 22 de maio na Comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, a Operação Iara resultou na desarticulação do tráfico na localidade.


A Ilha do Bananal era utilizada por traficantes como ponto estratégico para armazenamento de armas e entorpecentes.

Segundo a PCPE, o isolamento geográfico da região, cercada pelo Rio Capibaribe e de difícil acesso, favorecia a atividade criminosa e transformava o local em uma base logística para abastecimento do tráfico no Recife e na Região Metropolitana.

Ao todo, foram apreendidas 17 armas de fogo de diversos calibres, entre elas um fuzil, submetralhadoras, espingardas, rifles e revólveres. Também foram retiradas de circulação mais de 3.770 munições e oito granadas artesanais.



FONTE: FOLHA PE.



          

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