Publicada em 14/12/2016 às 10h56.
Agências bancárias têm serviços prejudicados após vandalismo no Recife
Em dia de protesto contra a PEC dos gastos, pessoas encapuzadas foram vistas quebrando agências.

Pedras e pedaços de madeiras foram arremessados pelo grupo para quebrar as vidraças  (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

A Avenida Conde da Boa Vista, na região central do Recife, amanheceu com marcas de destruição na manhã desta quarta-feira (14), após um dia de protestos contra a aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que congela os gastos públicos. Três agências bancárias tiveram os vidros, lixeiros e caixas eletrônicos quebrados. Nas primeiras horas desta manhã, ainda era possível ver pedras e pedaços de madeiras dentro das unidades.


As agências dos bancos Bradesco, Itaú e Santander foram alvo de destruição. Pedras e pedaços de madeiras foram arremessados para quebrar as vidraças. Grandes placas de vidro das agências foram transformadas em fragmentos. As lixeiras foram quebradas, reviradas e o lixo, espalhado.

Na entrada do Itaú, era possível ver um aviso afixado informando que "por motivos excepcionais e buscando a segurança de nossos clientes e colaboradores, o atendimento ao público nesta agência está temporariamente suspenso".


Marcas do protesto e do vandalismo ainda eram vistas nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (14) na Avenida Conde da Boa Vista.

O grupo também não perdoou alguns caixas eletrônicos. As telas de acesso estavam quebradas em diversos terminais e a estrutura danificada. A confusão na avenida resultou em 52 pessoas detidas, segundo a Polícia Militar. Para tentar controlar a situação, a PM chegou a disparar tiros de bala de borracha contra os manifestantes.


Como há registro de adolescentes envolvidos no ato, todos os detidos foram encaminhados para o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), no Recife. Posteriormente, os adultos foram levados depois para a Central de Plantões da Capital, em Campo Grande, na Zona Norte.


Segundo a advogada Luana Varejão, todos os detidos foram liberados e nenhum Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) foi aberto. Ela e outros 15 advogados acompanharam a detenção do grupo.


Protesto


A manifestação foi contra a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos. A proposta impõe um teto para os gastos do governo federal nos próximos 20 anos, incluindo investimentos públicos em áreas como educação e saúde.


Segundo Carlos Veras, presidente da CUT-PE, uma das organizadoras do ato, mais de mil pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar não divulgou estimativa de manifestantes.

Lixeiras foram quebradas, reviradas e o lixo espalhado  (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Lixeiras foram quebradas, reviradas e o lixo espalhado  (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

 

O protesto teve início na Praça do Derby por volta das 17h30. A caminhada seguiu pela Avenida Carlos de Lima Cavalcanti e cruzou a Rua Dom Bosco até a Avenida Conde da Boa Vista. Nesse momento, um grupo com rosto coberto começou os atos de vandalismo. Eles ainda espalharam e queimaram lixos na via.


Vendedores e população se abrigavam dentro das lojas que foram fechadas durante os atos de vandalismo. “Eles tentaram entrar. Foi a maior agonia. Tinha gente com criança. Todo mundo gritando”, relatou a vendedora Jéssica Cândido Viana, bastante assustada.

 

Onda de horror tomou conta da avenida. Vendedores e população se abrigavam dentro das lojas que foram fechadas (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

G1

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