Segundo o departamento jurídico alvirrubro, ação deve ocorrer em janeiro. “Queria deixar o torcedor mais tranquilo quanto essa questão da quebra de contrato com a Odebrecht, porque o Náutico em nenhum momento ficou inerte a isso. Tomamos uma característica ofensiva contra a construtora para receber esses valores”, destacou ao site oficial do clube o vice-presidente jurídico do Timbu, Bernardo Wanderley.
No que diz respeito ao valor cobrado, o Náutico ainda não definiu. De acordo com o comunicado do clube, há um contator elaborando o valor a ser pedido pelo Timbu na ação. “Estamos cumprindo todos os pré-requisitos da arbitragem. Um coisa que devemos ter muito cuidado é a questão do montante que iremos pedir, pois desse valor é que irá derivar as custas processuais, que na arbitragem são muito altas”, explicou Wanderley. No entanto, a ideia é pedir uma quantia em cima do que o clube teria direito no restante do contrato com a Odebrecht e o restante do dinheiro que ficou faltando o consórcio pagar dos anos de 2015 e 2016.
O dirigente alvirrubro ainda apontou que o caso irá para a Justiça Arbitral porque o contrato entre as partes já previa isso. O processo deve durar até dois anos segundo previsões de Bernardo Wanderley. “O nosso contador está terminando esse cálculo. Quando tivermos com ele em mãos e toda a documentação necessária, vamos dá entrada na arbitragem. A previsão é que o caso dure em média de 1 ano e meio a 2 anos para ser resolvido”, pontuou. O Náutico pretende usar parte do dinheiro da indenização com a reestruturação do estádio dos Aflitos.
Em abril deste ano, o Governo de Pernambuco rompeu com o consórcio da Obebrecht e assumiu o controle da Arena Pernambuco. Isso fez com que a empresa privada também rompesse seu acordo com o Náutico, que passou a negociar diretamente com o Estado os jogos no estádio da Copa do Mundo de 2014. O Timbu também ficou sem o investimento mensal previamente acordado com a Odebrecht.