Publicada em 17/12/2016 às 12h38.
Halitose afeta 50 milhões de brasileiros e pode ser prevenida
O desconforto é geral. A halitose, chamada popularmente de mau hálito.

 

Quando percebemos que uma pessoa está com mau hálito, raramente buscamos entender quais tipos de problemas podem estar ocasionando aquilo. O desconforto é geral. A halitose, chamada popularmente de mau hálito, é mais comum do que pensamos e pode estar relacionada a várias causas. Nem sempre só escovar bem os dentes resolve, às vezes é necessária a avaliação de um especialista para diagnosticar a causa do mau hálito. O cirurgião-dentista Marcos Moura, especialista em alterações de saliva e tratamento do mau hálito, contou à Revista Maré as causas, prevenções e dicas de como resolver esse temido problema.

“O mau hálito atinge 30% da população brasileira, cerca de 50 milhões de brasileiros”, afirma o especialista. “Não é uma doença, e sim um sinal de que algo no organismo está em desordem. Existem mais de 60 causas e em 90% dos casos o problema está localizado na boca, por isso é necessária a identificação correta do agente causador, que pode ser uma inadequada higiene bucal, doenças bucais, baixa produção de saliva, estresse, dietas restritivas e radicais, doenças sistêmicas como diabetes, carcinomas, entre outros”. Como não reconhecem essas causas, as pessoas têm um grande mito de que o mau hálito vem do estômago. “Hoje já sabemos que apenas 1% das causas são estomacais. Das causas bucais, podemos destacar as alterações salivares de quantidade e qualidade, as causas mais comuns que podem desencadear a halitose. Por esse motivo, hoje em dia é indicado, durante as consultas de prevenção, o teste de saliva chamado Sialometria, onde, além da quantidade, avaliamos a viscosidade, turbidez, se há sangramento e o PH salivar. A saliva funciona como um detergente bucal, com suas propriedades de autolimpeza da boca e ação antimicrobiana”.

Por mais desagradável que o problema pareça, a boa notícia é que a halitose tem tratamento e controle quando acompanhada por um profissional. “Na nossa rotina diária, sempre recebemos pacientes com queixa de mau hálito e que estão inseguros em falar de perto e abandonam o 

convívio social, se isolando, chegando até a desenvolver quadros de depressão. Resgatar esses pacientes, devolvendo segurança e o retorno ao convívio social é o nosso desafio”, conta o cirurgião-dentista. “Após diagnosticada a causa, o tratamento varia de mudanças de hábitos até a estimulação das glândulas salivares com laserterapia e eletroterapia, em um acompanhamento de no mínimo três meses”.
GW

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