Foto: Lula Marques/ Agência PT
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, relator da investigação da chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014, afirmou, que provas obtidas na investigação se a campanha foi financiada por dinheiro de corrupção serão usadas em apurações sobre a conduta de partidos políticos. Hoje há investigações abertas no TSE contra o PP, o PMDB e o PT.
Segundo Herman Benjamin, muitas informações obtidas na investigação sobre as contas de 2014 não falam sobre essa campanha, e sim sobre a 2010, quando a chapa Dilma-Temer foi eleita pela primeira vez. Logo, não serão úteis nesse processo, mas em outros.
A ação contra a chapa foi proposta logo após as eleições de 2014 pelo PSDB com o argumento de que teria havido abuso de poder econômico. À época, já havia acusação de uso de recursos desviados da Petrobrás, alvo de investigação da Operação Lava Jato.
A defesa da ex-presidente nega irregularidades. A defesa do presidente argumenta que as contas de campanha de Dilma e Temer eram independentes. O ministro ainda não concluiu o voto que será apresentado aos outros seis ministros do pleno do TSE no julgamento do caso e, com o recesso do poder judiciário, só será analisado em fevereiro de 2017.
Uol