Publicada em 19/12/2016 às 15h20.
Mais de 40% dos clientes devem evitar compras de Natal, diz Fecomércio-PE
De acordo com órgão, a intenção de consumo diminuiu de 62% para 57%. A expectativa é que as compras sigam os números de 2015, no melhor cenário.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Fecomércio-PE mostrou que, às vésperas do Natal, quase metade dos consumidores decidiu reconsiderar as compras de dezembro. O trabalho revelou que, no melhor dos cenários, a média de aquisições, em 2016, deve se assemelhar ao desempenho de 2015. 


Comparada ao ano passado, a intenção de consumo das famílias para o fim do ano diminuiu de 62,4% para 57,9%. A pesquisa foi realizada com 1.400 consumidores, em todo o estado.


As festas de fim de ano são o momento de maior intensidade no comércio. De acordo com o órgão, a queda se deve ao segundo ano consecutivo de recessão na economia brasileira e na falta de confiança do consumidor.


Para o economista Rafael Ramos, do Instituto Fecomércio, os lojistas não fizeram investimentos otimistas neste ano. Isso significa que, além da baixa oferta de produtos, os preços não tendem a baixar, exceto em janeiro.


Ele explica que a situação se agrava com a falta de confiança do consumidor, por causa da taxa de desemprego e da alta inflação, apesar desta ter tido uma pequena queda.


“As lojas já acumulavam a baixa nas vendas durante o ano inteiro e, por isso, não deve haver muitas promoções neste período. A única perspectiva de baixa é em janeiro, como tradicional”, disse Rafael.


Ele afirma que a expectativa de demanda era baixa e, por isso, o investimento foi bastante retraído. Ainda de acordo com a Fecomércio, uma pesquisa mostra que ao menos 46% dos empresários esperam vender menos em dezembro.


Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Eduardo Catão, o mais importante é que o comércio monitore o comportamento dos consumidores, especialmente na reta final das compras de natal.


“O mais possível é que os lojistas apostem nas vendas a prazo, já que promoções não estão tão acessíveis nesta primeira instância. Apesar de a expectativa de vendas ser parecida com a de 2015, esta semana é decisiva. A partir do dia 26, por exemplo, os consumidores já devem sentir a pressão aliviada”, explicou Eduardo.

 

 

G1

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