
A indústria será responsável por uma geração massiva de empregos em Pernambuco nos próximos anos. Para se ter uma ideia, apenas os projetos que receberam incentivo fiscal do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe) neste ano prometem gerar 920 postos de trabalho, dos quais 559 no interior e 361 na capital.
Entre os exemplos estão grandes companhias como a Ambev, localizada em Itapissuma, Região Metropolitana do Recife, que expandirão suas fábricas e impulsionarão a contratação de mão de obra local. No caso da cervejaria, serão 81 novos profissionais para dar conta da produção após o aumento de sua unidade.
Outro exemplo é a tecnológica Accenture, que vai estrear mais um empreendimento no Bairro do Recife e abrir suas portas para 600 novos trabalhadores. Haverá, ainda, 40 oportunidades para este fim de ano nas Baterias Moura, enquanto as farmacêuticas Biomm e Aché se instalarão em Pernambuco com a promessa de mais geração de emprego.
As novas oportunidades estão concentradas principalmente nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Amaraji, Garanhuns, Gravatá, Tabira, Limoeiro, Bezerros, Venturosa, Bom Conselho, Glória do Goitá e Cabo de Santo Agostinho. Os empregadores com maior oferta serão a Sandene Indústria e Comércio (132) , VN Eletrodomésticos (200) e Metalflex Indústria e Comércio de Alumínio e Vidro (127).
Em Pernambuco, as áreas com maior demanda de formação profissional devem ser meio ambiente e produção, metalmecânica, construção, alimentos, vestuário e calçados, energia, tecnologias da informação e comunicação, veículos, petroquímica e química, madeira e móveis, papel e gráfica, mineração, pesquisa, desenvolvimento e design. Esse cenário foi levantado pelo Mapa do Trabalho, uma pesquisa realizada pelo Senai que estudou as tendências de recrutamento das indústrias até 2020.
“Profissionais qualificados terão mais chance de aproveitar as oportunidades que surgirem quando a economia voltar a crescer e as empresas retomarem as contratações”, ressalta o diretor-geral do Senai e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.
A área com maior necessidade de capacitação de mão de obra é a de meio ambiente e produção, que vai demandar quase 10 mil profissionais especializados para suprir as demandas do setor. Na opinião de especialistas, isso acontece porque as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação. Além disso, ganhos de produtividade podem ser obtidos com a melhoria na gestão do processo produtivo, medida importante em cenário de lenta recuperação econômica.
“É uma tendência mundial e irreversível, por isso o aumento na demanda por esses profissionais. O mesmo ocorre com o setor de energia, que deve se voltar cada vez mais a modelos de geração limpa. Por isso, estamos preocupados em fornecer a capacitação desses profissionais”, aponta o superintendente do Sesi-PE, Nilo Simões.
Outro destaque está na retomada do crescimento da construção civil, um dos setores mais impactados em Pernambuco pela crise econômica. Segundo Nilo Simões, com o reaquecimento da economia, haverá grande demanda tanto em obras públicas quanto privadas.
Foto: Editoria de Arte/JC
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