Batendo recordes de movimentação de cargas, o Porto de Suape deve se tornar um hub port do Nordeste. Com uma localização geográfica estratégica, o ancoradouro registrou este ano um incremento de 14,93% na movimentação geral de cargas no acumulado de janeiro a novembro em relação ao mesmo período de 2015. O desempenho colocou o empreendimento na 5ª posição no ranking nacional de movimentação geral dos portos públicos do país, subindo uma posição em relação a 2015. Mesmo com cenário econômico ainda incerto, a aposta para 2017 é no aumento ainda maior da movimentação, principalmente via cabotagem.
“Uma tendência do comércio marítimo é a concentração. Ou seja, ter alguns poucos portos movimentadores de cargas. Suape deve ser este concentrador do Nordeste, principalmente para movimentação de longo curso. Além da localização estratégica, Suape é o primeiro do país em cabotagem, já passando inclusive Santos”, comemora o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões. Nos últimos dez anos, o volume de cargas transportadas entre portos nacionais cresceu mais de 400%, passando de 2,8 milhões de toneladas (2005) para 14,2 milhões de toneladas (jan-nov de 2016).
Em relação a 2015, os números alcançados neste ano registram um aumento de 18,09%, no comparativo de janeiro a novembro. Este ano, os embarques somaram 5,31 milhões de toneladas de cargas, enquanto os desembarques, 8,98 milhões de toneladas de cargas. Segundo Norões, outra operação que vem ganhando destaque desde o início da operação da Refinaria Abreu e Lima, em 2014, é a de granéis líquidos (óleo diesel, gasolina, querosene de aviação, óleo bruto de petróleo). Até novembro deste ano, esse tipo de operação registrou um aumento de 21,6% em relação ao mesmo período de 2015, alcançando a marca de 15,81 milhões.
“A importação e exportação de veículos também chama atenção. Entre 2015 e 2016, devemos ter um incremento de 147%, movimentando 22.124 carros. A maior parte das operações é para exportação”, afirma Thiago Norões. As montadoras do Grupo FCA (Fiat e Jeep) foram responsáveis por 71,8% do total de veículos, seguidas por Toyota, com 17%, e por último, a GM, com 11,2%.
Entre os projetos que devem avançar em 2017 está a dragagem do canal interno, que permitirá a chegada de navios de maior porte aos estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar. “Tocaremos esta obra com recursos próprios. A licitação já está na rua e devemos começar em breve. O calado deve chegar a nove metros de profundidade”, detalha o vice-presidente do complexo, Evandro Avelar. O projeto está orçado em R$ 22 milhões. Outra obra aguardada para os próximos meses é a dragagem do canal externo. Neste caso, a liberação dos recursos deve acontecer via governo federal. O valor de investimento previsto é de R$ 100 milhões. Com informações do Diario de PE.