Publicada em 24/12/2016 às 12h14.
Reitoria da UFPE abrirá inquérito apurar agressão a professores
De acordo com a instituição de ensino, l fato aconteceu na sexta-feira (23), durante reunião realizada para discutir ajustes no calendário acadêmico.

Campus Recife da UFPE (Foto: Ascom UFPE/Divulgação)

 

 

A Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) determinou, na sexta-feira (23), a abertura de um inquérito administrativo para apurar agressões sofridas por dois professores. O caso ocorreu durante sessão do Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão (CCEPE) que tratou do ajuste do calendário acadêmico.


A informação sobre a iniciativa da reitoria está no site da UFPE. De acordo com a instituição de ensino superior, 13 estudantes que participaram das ocupações em prédios da instituição, encerradas na tarde de sexta, compareceram como convidados à reunião. Após o debate, foi aprovado, em votação, o reinício das aulas do segundo semestre de 2016 para o dia 9 de janeiro de 2017.


Os alunos, de acordo com a UFPE, discordaram do resultado do encontro. A universidade informou que eles se postaram na porta do auditório da reitoria, onde ocorria a reunião, para evitar a saída dos conselheiros.


Um dos professores tentou sair acabou sendo fisicamente agredido pelos estudantes. Segundo a UFPE, o fato provocou um tumulto. Outro docente interferiu e também sofreu agressão.


Além dos procedimentos administrativos, a Reitoria vai tomar as medidas judiciais cabíveis para evitar novos casos de ocupação de prédios da universidade.

Prédio do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi ocupado em protesto contra a PEC do teto dos gastos da União (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

 

Fim das ocupações
Os estudantes que ocupavam oito prédios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deixaram as unidades na sexta-feira. Segundo a assessoria da UFPE, os manifestantes cumpriram o acordo firmado com a reitoria da instituição na última quarta-feira (21). Segundo a assessoria da UFPE, uma vistoria está sendo feita nos prédios ao longo da tarde.

As ocupações na UFPE tiveram início no dia 24 de outubro. A iniciativa dos movimentos estudantis tentou barrar a proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 55, que limita os investimentos do Governo Federal em áreas como educação e saúde e foi aprovada em segundo turno no Senado no último dia 13 e segue para sanção presidencial.


Em troca da desocupação dos prédios, a UFPE concordou em suspender o calendário acadêmico nos dias 21, 22 e 23 de dezembro, para discuti-lo e aprová-lo durante uma reunião, que foi realizada nesta sexta. A nova data de reinício das aulas do segundo semestreé 9 de janeiro e o término será no dia 8 de fevereiro. O ano letivo de 2017 começa no dia 6 de março.


Além da subscrição dos estudantes, o termo foi assinado por representantes da gestão da UFPE, do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União e da Frente Juristas Pela Democracia. No documento, a Reitoria também se comprometeu a criar quatro Grupos de Trabalho (GTs) para tratar de temas como segurança, orçamento, assistência estudantil e restaurante universitário.


A ocupação dos estudantes da UFPE abrangeu o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH); o Centro de Artes e Comunicação (CAC); o Centro de Educação (CE); o Centro de Biociência (CB) e o Núcleo Integrado de Atividades de Ensino (Niate), que atende o CFCH e o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA); o Departamento de Enfermagem; e o Núcleo de Educação Física e Desportos (NEFD), todos localizados no campus na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. Houve ainda ocupações no Centro Acadêmico de Vitória de Santo Antão (CAV), na Zona da Mata Sul, e no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, no Agreste.


Faculdade de Direito


A Faculdade de Direito do Recife (FDR) foi desocupada voluntariamente pelos estudantes no dia 18 de novembro, após acordo extrajudicial firmado entre o movimento estudantil e a administração da UFPE. A FDR estava sendo alvo de disputa entre estudantes, que ocupavam o prédio desde o dia 10 de novembro, e a Reitoria da universidade, que conseguiu na Justiça uma liminar determinando a reintegração de posse do prédio. A decisão em primeira instância, no entanto, tinha sido temporariamente suspensa por um desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Com informações DP.

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