Publicada em 26/12/2016 às 09h36.
Presidente Michel Temer é rejeitado por três de cada quatro recifenses
O levantamento mostra que 74,5% da população não está satisfeita com a forma de o peemedebista governar.
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Beto Barata/PR

No Recife, três em cada quatro pessoas desaprovam a gestão do presidente Michel Temer. É o que mostra o novo estudo, divulgado nesta segunda-feira (26), pelo Instituto de Pesquisas Uninassau.


O levantamento mostra que 74,5% da população não está satisfeita com a forma de o peemedebista governar. Dos entrevistados, 38,4% classificaram a administração como ruim e 36,1%, como péssima. Apenas 2% disseram que o comando é ótimo ou bom. Outros 15,4% avaliaram como regular. Da amostragem, 8% não responderam ou não souberam responder.


 

O Instituto perguntou também se a população é favorável à renúncia de Temer e a convocação de novas eleições diretas. Nesse caso, 73,4% responderam que sim, 10,9% se posicionaram contra e 15,7% não responderam ou não souberam responder. Para que novas eleições diretas fossem convocadas, o presidente teria que deixar o Planalto ainda neste ano. Se isso acontecer a partir de janeiro - portanto, já na segunda metade do mandato -, serão convocadas eleições indiretas, através do Congresso Nacional.


Temer tem dito que o governo não está preocupado com os índices de popularidade. "O caminho certo que estamos trilhando nem sempre é o mais popular em determinado momento, mas nossa responsabilidade não é buscar aplausos imediatos, aprovação a qualquer preço. Nosso compromisso é desatar os nós que têm comprometido nosso crescimento econômico”, disse ele, no último dia 16.


“Seria muito confortável para esse governante não se preocupar com o teto dos gastos públicos, com a reforma da Previdência. Poderia ficar comodamente instalado nas 'mordomias' da Presidência e nada patrocinar nesses dois anos. Não haveria embates, contrariedades e seguiria tranquilo", disse ele, sobre as medidas impopulares do governo. "Mas os tempos exigem coragem para não ceder a soluções fáceis e ilusórias. Não há mais espaços para feitiçarias. Imprimir dinheiro, maquiar contas, controlar preços. Estamos tratando de resolver nossos problemas de frente e se não o fizermos agora, o Estado quebra”, completou.


A pesquisa foi realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, no Recife. O nível estimado de confiança é de 95%, com margem de erro de quatro pontos percentuais. Com informações Leiajá.

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