
Pesquisadores da Escola de Medicina de Dalhousie descobriram uma droga capaz de impedir que os bebês que nascem com Vitreorretinopatia Exsudativa Familiar (FEVR) fiquem cegos.
Segundo o Genetics Home Reference, FEVR é uma doença hereditária que impede que os vasos sanguíneos se formem em torno da retina, diminuindo o nível de sangue deste tecido e causando, consequentemente, a perda progressiva da visão. De acordo com o Dr. Chris McMaster, professor e chefe do Departamento de Farmacologia, para a Medical Express, pode existir uma cura para a condição. Sua equipe deve agora determinar os protocolos de dosagem e de segurança adequados antes de oferecê-la às crianças.
Esta provável descoberta não teria sido possível sem o oftalmologista Dr. Johane Robitaille e sua equipe, em 2002, que descobriram como as mutações genéticas de FEVR funcionavam. Durante a pesquisa Robitaille percebeu que as veias e artérias da retina não estavam se desenvolvendo corretamente. A identificação deste gene permitiu ao cientista McMaster encontrar uma maneira de reparar essa mutação.
“Essa droga permitiria que os vasos da retina crescessem e completassem o seu desenvolvimento“, comentou Robitaille ao Medical Express. “Essa novidade pode evitar complicações relacionadas com a FEVR. Ela irá trabalhar diretamente contra a patologia que causa a cegueira“, completa.
Enquanto os médicos esperam conseguir tratar as complicações de FEVR, não há atualmente nenhum tratamento para a doença. McMaster e Robitaille pretendem realizar ensaios clínicos para a droga dentro de quatro anos. O destinatário ideal, se o tratamento for aprovado, seriam os recém-nascidos com a mutação genética do FEVR.
Se a droga for aprovada, ela pode curar os recém-nascidos de FEVR. Os cientistas esperam que o medicamento possa ser usado para curar bebês com Retinopatia da Prematuridade (ROP), a principal causa de cegueira no primeiro mundo. ROP é semelhante à FEVR do ponto de vista patológico, e segundo Dr. Robitaille, se o remédio funcionar para uma condição, pode curar a outra. Com informações do Jornal Ciência.