Publicada em 02/01/2017 às 09h25.
Lixo de Maragogi será levado para aterro sanitário de Rio Formoso
Sérgio Lira disse que o município vai firmar convênio com o Consórcio da Mata Sul de Pernambuco.

Lixão de Maragogi encontra-se saturadoLixão de Maragogi encontra-se saturado (Foto: Severino Carvalho / Arquivo)

O prefeito eleito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira (PP), afirmou, em entrevista, que vai “sepultar” o lixão do município. O gestor revelou que, a partir do dia 10 de janeiro, o lixo produzido pela população será coletado e levado para o aterro sanitário de Rio Formoso, no Litoral Sul de Pernambuco, distante 44 quilômetros.


Para isso, Sérgio Lira disse que o município vai firmar convênio com o Consórcio da Mata Sul de Pernambuco, formado pelas cidades de São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré e Rio Formoso. A medida, segundo ele, é emergencial até que o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Norte de Alagoas (Conorte/AL) deslanche e instale um aterro sanitário do lado de cá, atendendo as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos.


“O Conorte existe há quase dez anos e nunca saiu do papel. Não posso esperar mais um século para resolver um problema que precisa de uma resolução urgente. Nosso município é turístico e não pode conviver com esse lixão, que causa sérios impactos ambientais”, argumentou Lira.


O prefeito eleito, que toma posse neste domingo (1), disse que vai, de forma emergencial, contratar uma empresa especializada na coleta de lixo para que promova, ainda, a limpeza de galerias de águas pluviais, dentre outros serviços.


De acordo com ele, o lixo será coletado, separado e transportado, através de contêineres, em caminhões da própria prefeitura até Rio Formoso, onde existe um aterro sanitário.


“Vamos deixar a cidade limpa, nos livrar do lixão e gerar emprego e renda com a reciclagem, por meio de uma cooperativa”, planeja o prefeito eleito. O lixão de Maragogi, localizado na Fazenda Boa Vista, encontra-se saturado e já causa danos ambientais aos rios Maragogi e dos Paus, que desaguam no mar da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior Unidade de Conservação (UC) marinha do País.


“Estamos também trabalhando com um plano ‘B’, analisando um projeto de uma empresa francesa que utiliza os gases gerados pela queima do lixo em energia elétrica, através da biomassa”, revelou o gestor, que estuda, ainda, uma forma de recuperar a área degradada pelo lixão de Maragogi, após duas décadas de uso. Com informações GW.

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