Publicada em 03/01/2017 às 09h49.
Controlando os despejos de esgotos, o Una pode ser uma das melhores fontes de água ao longo do Agreste, onde o rio nasce, e da Mata Sul.

Após as enchentes de 2010 e 2011, o Rio Una entrou na lista de prioridades de políticas públicas no estado. A construção da Barragem de Serro Azul foi a principal medida anunciada após a destruição parcial das cidades de Palmares, Água Preta e Barreiros, na Mata Sul. A médio prazo vieram os estudos sobre o rio, como o do mestrando do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) Eduardo Elvino.
A pesquisa é uma boa surpresa. Ao analisar a qualidade da água em 118 quilômetros do Una, o estudioso constatou que, em alguns trechos do rio, ela possuía classificação de nível 1. Ou seja, está apta ao abastecimento público após tratamento simplificado, o que contrariou a concepção generalizada de que o Una estaria praticamente morto em alguns pontos. O que contribuiu para a surpresa, segundo Eduardo Elvino, foi o fechamento de usinas de cana-de-açúcar, historicamente responsável por fazer do curso d’água o leito para os poluentes que produziam. Comprovação essa que fortalece a certeza de que, se controlando os despejos de esgotos, o Una pode ser uma das melhores fontes de água ao longo do Agreste, onde o rio nasce, e da Mata Sul. Com informações DP.
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