Esta sexta-feira marca, oficialmente, o primeiro dia de trabalho de Arnaldo Barros como presidente do Sport. Empossado na noite da última quinta-feira, o ex-vice-presidente do clube assume o cargo máximo do Leão. E tem missão equivalente aos sonhos: grande e difícil. A maior tarefa é recolocar o time no caminho dos títulos.
Arnaldo herda de João Humberto Martorelli um clube com avanços administrativos importantes. Sob a palavra de ordem da "profissionalização", Martorelli fez o Centro de Treinamento passar para o nome do Sport - antes estava em nome de uma associação de rubro-negros -, deu continuidade à modernização do espaço, consolidou a parceria com a Adidas e multiplicou o quadro de sócios.
O antigo presidente fez, além disso, movimentos importantes no mercado do futebol. O maior deles foi atrair e seduzir o meia Diego Souza - um nome nacional - a ficar tanto tempo no clube. Mas, embora tenha feito uma ótima campanha na Série A 2015, a gestão Martorelli ficou devendo em conquistas. Justamente o que Arnaldo Barros precisará no biênio que estará à frente do Sport.

Com Martorelli, o Leão conquistou uma Copa do Nordeste e um Pernambucano. Ambos em 2014 - pouco depois que o então vice-presidente assumiu o clube no lugar de Luciano Bivar, que se afastou do cargo antes do fim. Depois disso, foram dois anos de seca.
No primeiro semestre, o Leão terá as disputas do Campeonato Pernambucano, da Copa do Nordeste, além dos inícios da Copa do Brasil e da Sul-Americana, que se estendem até o final do ano.
Os discursos de Arnaldo Barros apontam nessa direção. Mas não miram nas competições locais. A interlocutores e em entrevistas, o presidente rubro-negro reitera que o Sport precisa pensar além das fronteiras. O mandatário garante que o Sport entrará forte para os campeonatos mais importantes, como Brasileiro e Sul-Americana.
Globo Esporte