
A promotora de Justiça de Defesa da Saúde da Capital, Helena Capela, instaurou inquérito civil público para investigar a desassistência a pacientes com câncer em Pernambuco. Por falta de pagamento de um débito da secretaria estadual de Saúde que passa de R$ 2 milhões, duas conveniadas alertaram que não vão mais prestar o serviço de radioterapia.
Além disso, os equipamentos do Hospital do Câncer e do Instituto de Radioterapia Waldemir Miranda serão desativados ainda no primeiro semestre deste ano.
O documento do Instituto de Radium e Supervoltagem Ivo Roesler, as conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) que podem suspender o serviço foi emitido em 30 de dezembro, alegando que o pagamento já não é feito pelo Governo do Estado desde dezembro de 2015, totalizando um débito de R$ 2.298.289.
Diante do problema, a promotora convocou para o dia 19 uma reunião entre os três institutos, o secretário Iran Costa e representantes do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).
Atualmente, contando com os equipamentos que serão desativados, Pernambuco tem oito máquinas para atender aos pacientes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Estado teve 10.240 teve novos casos de câncer só no ano passado. Esses dados são apresentados pela promotora no inquérito. “A paralisação dos três citados equipamentos comprometerá, seriamente, a assistência aos usuários do SUS com câncer e que necessitam do tratamento de radioterapia”, diz Helena Capela no documento.
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