
Após o pagamento de ‘supersalários’ que chegaram a R$ 5,8 milhões, ao todo para 53 funcionários, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) vai investigar a folha do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, em dezembro, o último mês de gestão do ex-prefeito Vado da Farmácia (PTB). A auditoria foi aberta pela conselheira Teresa Duere, relatora das contas do Cabo, a pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO).
“Os fatos colocados são em tese muito graves. A prefeitura alegava em dezembro dificuldades financeiras até para pagar o décimo-terceiro dos professores. É estranho que se revele agora uma despesa deste tipo”, afirmou Cristiano Pimentel, procurador do MPCO.
A atual gestão, de Lula Cabral (PSB), deverá fornecer os documentos ao TCE-PE e à Promotoria de Patrimônio Público do Cabo, que tem inquérito sobre os ‘supersalários’. Não há previsão para concluir a investigação. O próprio Lula Cabral já havia feito a denúncia sobre os pagamentos, considerados por ele ilegais.
Ne 10