Publicada em 09/02/2017 às 08h34.
Governo diz que contraproposta pedida pela PM é inexequível
Isaltino Nascimento diz que governo não tem condições de arcar com mudanças sugeridas pelas entidades ligadas à PM.

Isaltino Nascimento diz que contraproposta pedida pela PM é inexequível / Foto: JC Imagem


A contraproposta apresentada pelo deputado estadual Joel da Harpa (PTN) e por entidades ligadas aos policiais militares (PMs) não deve ser aceita pelo governo Paulo Câmara. Para o deputado Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativo, a mudança é “inexequível do ponto de vista orçamentário”. As associações apresentaram três contrapropostas na tarde da quarta-feira (8). 


No texto, as entidades pedem que o reajuste não seja escalonado, conforme a proposta do governo. A ideia das entidades é suprimir o trecho em que fala sobre progressão escalonada e estipular o valor mais alto para todas as patentes, independente da posição.


Isaltino observa que, a partir de maio, cada mudança das faixas salariais significará R$ 30 milhões por mês.

“O Estado não tem condições financeiras de suportar. O movimento não é só tirar as letrinhas e incluir outras, mas saber o valor total que está posto”, disse. “Temos 21 mil servidores na ativa na PM e no Corpo de Bombeiros e 19 mil aposentados. Então tem uma lógica que é diferenciada”, explicou.


PROPOSTA DO GOVERNO

O projeto de lei apresentado pelo governador Paulo Câmara (PSB) prevê gastos de R$303 milhões para a parcela deste ano e mais de R$ 600 milhões para as duas parcelas do ano que vem.


A proposta do governo prevê reajustes em três parcelas para os militares (a primeira delas em maio deste ano e as outras duas em abril e dezembro de 2018). Os valores, porém, incorporam ao soldo benefícios como auxílio transporte e defesa, reduzindo os benefícios.


Algumas patentes também passarão a ter até cinco faixas salariais. Na primeira sessão após a chegada do projeto, o novo líder do governo Isaltino Nascimento (PSB) não detalhou de onde sairá o dinheiro no orçamento deste ano. Ele disse apenas que o governo tem como aportar os valores e indicou que a margem para o reajuste foi permitida, em parte, pelos cortes aplicados nos últimos dois anos.


Jc Online

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