
Artesãos de Bezerros, no Agreste pernambucano, lucram de R$ 6 mil a R$ 10 mil com a produção de máscaras para o carnaval. Os tradicionais papangus são os mais pedidos pelos foliões que querem aproveitar os festejos no município.
Carlos Alberto Sales, de 35 anos, trabalha como taxista e cerca de dois meses antes do carnaval se dedica à produção de máscaras de papangus. Ele revela que neste ano fez cerca de 200 peças. "Faço máscaras para os foliões usarem e também para decoração. Elas variam de R$ 20 a R$ 200, dependendo de como o cliente vai querer", disse.
Para o taxista e artesão, a produção de máscaras começou como um hobby. "Eu aprendi a fazer com um amigo. Meu pai é folião e não tinha como sair, não tinha máscara. Eu aprendi e fiz para ele brincar carnaval. Agora, vendo também", explica.
A renda mensal de Carlos Alberto aumenta cerca de 80% durante o mês de fevereiro por causa dos festejos de momo. "Eu lucro em torno de R$ 6 mil somente com a venda de máscaras. É uma ajuda muito grande. A crise não me afetou no carnaval.", comemora o artesão.
O artesão e presidente da Associação dos Artesãos de Bezerros, José Pedro, também faz máscaras de papangus para vender durante o carnaval. Ele aprendeu o ofício só em observar os outros artesãos trabalhando.
José Pedro trabalha com a confecção de máscaras há mais de 20 anos. Ele destacou que este ano vendeu mais de 200 peças e lucrou cerca de R$ 10 mil. "Eu vendo mais em fevereiro, desde ímãs de geladeira a máscaras decorativas. Também participo de exposições por todo o Brasil", destaca.

G1