Publicada em 10/02/2017 às 08h33.
PMs e bombeiros contestam percentual de aumento em negociação
Representantes das categorias afirmam que o reajuste é inferior aos 40% anunciados pelo governo.

 

Depois de apresentarem, na última quarta-feira (8), uma contraproposta ao projeto que define os reajustes aos policiais militares e aos bombeiros, os representantes das duas categorias contestaram o percentual de aumento apresentado no texto original enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Paulo Câmara (PSB). Em reunião realizada nesta quinta-feira (9) com a bancada de oposição, os militares alegaram que o índice é bem menor do que os 40% defendidos pelo governo. Também elencaram outros problemas que, segundo a categoria, não estão contemplados no projeto.

Além de receber os militares, a bancada de oposição decidiu convencer os governistas a retirarem o caráter de urgência do projeto. Na avaliação do líder do bloco, Sílvio Costa Filho (PRB), há tempo para se discutir melhor a proposta, haja vista que o impacto financeiro será apenas na folha de pagamento de abril. “Nossa preocupação é que essa proposta seja aprovada na marra, na base do rolo compressor, e a tenção com a categoria e a operação padrão continuem, penalizando a todos”, disse.

Com relação aos pleitos dos militares, o oposicionista afirmou que a categoria deve enviar, até o fim da manhã desta sexta-feira (10), números contestando o real aumento anunciado pelo governo. “Eles afirmam que o aumento é menor que os 40% porque o governo pega gratificações e as transformam em aumento”, explicou o deputado.
 
Outro ponto que deveria constar no projeto de lei, no entendimento dos militares, diz respeito à melhoria das condições de trabalho. “Eles dizem que os coletes estão vencidos, as viaturas estão deterioradas e sem combustível, o hospital militar está fragilizado”, pontuou o líder oposicionista, afirmando que a bancada tem interesse em saber de onde serão retirados os R$ 300 milhões para garantir os reajustes. “Até agora o governo não disse a fonte dessa quantia. Estamos vendo a gestão penalizando a prestação de serviço à poulação, deixando de pagar o Imip, o Altino Ventura…”, criticou. Na última quarta-feira, o deputado protocolou um requerimento solicitando a presença dos secretários da Fazenda, Marcelo Barros, de Administração, Milton Coelho, e de Defesa Social, Angelo Gioia na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira (13).


Sem negociação
De acordo com o líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB), a possibilidade de retirar o caráter de urgência está descartada. "Esse foi um encaminhamento feito pelo Executivo e isso não tem negociação. Vamos apreciar o projeto na segunda-feira e fazer uma reunião conjunta das comissões de Legislação e Justiça, Finanças e Administração", disse, adiantando que os secretários da Fazenda, de Planejamento e de Administração participarão do encontro para explicar de onde serão retirados os R$ 300 milhões.

Com relação aos questionamentos feitos pelos militares no que diz respeito aos percentuais de aumento, o socialista disse que em dezembro de 2018 os delegados e coroneis vão receber teto permitido para a administração pública. "Está sendo investido quase R$ 1 bilhão (em dois anos) para atender a 40 mil profissionais".


Diario de Pernambuco

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