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O Ministério Público Federal no Rio (MPF-RJ) denunciou à 7ª Vara Federal o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Os fatos apresentados ao juiz Marcelo Bretas na denúncia são resultantes da Operação Eficiência, desdobramento da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio.
Preso em Bangu, o ex-governador virou réu no último dia 10 na mesma operação: um crime de evasão de divisas, dois de lavagem de dinheiro e dois de corrupção.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (14) pela assessoria de imprensa do MPF. Além de Cabral, tambe?m foram denunciados por crimes de lavagem de dinheiro:
Na denúncia, o MPF diz que os doleiros e irmãos Marcelo e Renato Chebar faziam parte da organização como operadores financeiros.
Ainda segundo a denúncia, a organização ocultou e lavou R$ 317.874.876, divididos da seguinte forma:
Parte do valor já foi recuperado, segundo o MPF.
Denúncia aponta gastos de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, com passagem para o exterior (Foto: Reprodução)
Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis foram denunciados por integrarem a organizac?a?o criminosa liderada pelo ex-governador. O G1 não conseguiu contato com as defesas dos denunciados.
Cabral está preso desde novembro, quando foi deflagrada a Operação Calicute, também desdobrada da Lava Jato. Na segunda-feira, ele passou mal no Complexo Penitenciário de Gericinó e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Hamilton Agostinho de Castro Vieira, localizada no complexo. Após realização de exames, foi liberado e voltou à cela. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que Cabral passa bem.
R$ 4 milhões por mês
Segundo a denúncia, os doleiros recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, "custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso".
Os colaboradores entregaram ao MPF uma planilha de controle de caixa, que detalhava onde o dinheiro era utilizado. De 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015, foram gastos R$ 39.757.947,69 – me?dia de cerca R$ 4 milhões por me?s.
De acordo com o procuradores, as provas reunidas nas operações Calicute e Eficiência comprovaram que a organizac?a?o criminosa chefiada por Cabral promoveu a lavagem de ativos, no Brasil, por sete principais formas:
Segundo os procuradores da República Leonardo Cardoso de Freitas, José Augusto Vagos, Eduardo El Hage, Renato Silva de Oliveira, Rodrigo Timóteo, Rafael Barretto, Sérgio Pinel, Jessé Ambrósio Junior e Lauro Coelho Júnior, que assinam a denúncia, "o vultuoso volume de recursos obtidos em razão dos crimes praticados pelo grupo criminoso exigia uma forte estrutura destinada à movimentac?ão e lavagem do dinheiro da propina".
G1