
O russo Dyomin Damir Vatakharovich teria informado à Nasa sobre a possibilidade da colisão do asteroide com a terra
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JC Online
O fim do mundo que já ameaçou a terra nos anos 2000, 2010, 2012 e 2016 voltou a assombrar algumas pessoas nesta quinta-feira (16). A informação de que um asteroide colidiria com a terra ganhou repercussão no início deste ano, após ser públicada por um blog de Portugal com base nos estudos de um russo. No entanto, segundo o grupo de Astronomia de Pernambuco, a Nasa já desconsiderou a possibilidade do "acidente de percurso"; e para causar a dizimação do planeta o asteroide precisaria ter um tamanho 10 vezes maior do que o mesurado.
O russo Dyomin Damir Vatakharovich teria informado à Nasa sobre a possibilidade da colisão no mês de outubro do ano passado. Embora a agênica tenha desconsiderado a veracidade do fato, o boato ganhou forte repercussão no mundo inteiro em janeiro deste ano, após a publicação do ocorrido num blog portugês.
De acordo com o astrônomo Jayme Solon, do Grupo de Astronomia de Pernambuco, há mais de duas semanas a Nasa já havia descartado a possibilidade da colisão. "Todo ano surgem boatos sobre o fim do mundo. Um ano é cometa, no outro escuridão e desta vez foi um asteroide. O russo baseou os estudos dele no 'Sistema Nibiru', que é desconsiderado pela astronomia. Ainda assim, publicações divulgaram a falsa informação num caráter sensacionalista", alerta Solon.
Asteroide 2016 WF9, segundo informações do pesquisador russo, colidiria com a terra por or alcançar a distância de 51 milhões de diâmetro com o nosso planeta. O que corresponde à 150 vezes a distancia entre a terra e a lua. Conforme o astrônomo, essa seria uma das características que classificariam como impossível a colisão. Para causar uma destruição tamanha na terra, o asteroide, que possui 500 a 1000 metros de diâmetro, precisaria ter um tamanho dez vezes maior para ser comparado ao que dizimou os dinossauros.
Outra informação que desmente a possibilidade da colisão é o fato de que o asteroide, conforme o pesquisador russo, levaria apenas 5 meses para chegar na órbita da terra, vindo da órbita de Netuno. Os astrônomos estima que essa 'jornada' levaria anos ou até décadas para ser concluída.
Informações sobre possíveis colisões com a terra e asteroides podem ser acompanhas e verificadas pelo site da Nasa ou através do Grupo de Astronomia de Pernambuco.
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