Publicada em 18/02/2017 às 08h00.
Ministro dá 10 dias para Temer e Câmara explicarem reforma da Previdência
Celso de Mello pediu explicação sobre a ausência de estudo atuarial que comprove o alegado déficit da Previdência.

O ministro Celso de Mello solicitou as explicações no âmbito do Mandado de Segurança impetrado nesta semana por 28 deputados de partidos da oposição / José Cruz/Agência Brasil

O ministro Celso de Mello solicitou as explicações no âmbito do Mandado de Segurança impetrado nesta semana por 28 deputados de partidos da oposição

José Cruz/Agência Brasil
Estadão Conteúdo


O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, deu 10 dias para que o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos presidentes da CCJ e da Comissão Especial da Casa que analisam a PEC da reforma da Previdência, expliquem por que não há estudo atuarial que comprove o alegado déficit da Previdência e porque a PEC não foi pré-aprovada pela Comissão Nacional de Previdência Social.

 

O ministro solicitou as explicações na tarde desta sexta-feira (17) no âmbito do Mandado de Segurança impetrado nesta semana por 28 deputados de partidos da oposição (PT, PSOL, PTB e PMB) contrários à proposta do governo Temer que altera a idade e o tempo de contribuição para a aposentadoria. A ação tramita sob a responsabilidade dos advogados Rudi Cassel, Roberto de Carvalho Santos e Jean P. Ruzzarin.


O texto da reforma da Previdência foi enviado pelo governo ao Congresso no fim do ano passado e fixa idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, além de outras mudanças. A Câmara instalou uma comissão especial para analisar a proposta na semana passada.


Oposição quer liminar para suspender andamento da proposta

No Mandado de Segurança, os parlamentares da oposição querem uma liminar para suspender o andamento da proposta e pedem anulação de votação da admissibilidade da PEC na Comissão de Constituição e Justiça. Também querem que o presidente Michel Temer seja obrigado a promover debates no conselho nacional antes de enviar novamente a proposta.


JC Online

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