Publicada em 16/06/2017 às 06h50.
Com prefeito cassado, Belo Jardim terá novas eleições no dia 2
Um dos postulantes é Gilvandro Estrela, do PV, que assumiu a prefeitura interinamente por ser presidente da Câmara dos Vereadores.

Foto: Elza Fiúza/ABr
Foto: Elza Fiúza/ABr

 


Município do Agreste pernambucano com cerca de 72,4 mil habitantes, Belo Jardim está sendo administrada por um prefeito interino desde maio e terá novas eleições no próximo dia 2. Condenado por improbidade administrativa, o ex-prefeito João Mendonça (PSB) concorreu no ano passado à reeleição sub judice, ou seja, podendo ser impugnado pela Justiça Eleitoral, caso semelhante ao de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, que só conseguiu eleger a prefeita em abril. Porém, logo após as eleições, uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes permitiu a posse do socialista, que ficou no poder até maio, quando o pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o seu registro. Agora, três nomes concorrem à vaga.


Um dos postulantes é Gilvandro Estrela, do PV, que assumiu a prefeitura interinamente por ser presidente da Câmara dos Vereadores. O outro é Hélio dos Terrenos, nome do PTB que ficou em segundo lugar no ano passado – ele recebeu 14.015, enquanto Mendonça ficou com 16.077. O último é o vice do socialista, Luis Carlos, também do PSB.

 

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) fez uma reunião essa semana com as três coligações para falar sobre a propaganda nos dias antes do pleito. Os grupos se comprometeram a orientar a militância a não jogar santinhos nas ruas por ser crime eleitoral. Além disso, foram fechadas datas para propaganda nas ruas. No próximo sábado (18), será a vez da coligação Belo Jardim em Boas Mãos – de Luis Carlos, formada por PR, PSB, PSDB e PSD -, que também realizará uma carreata no dia 25. As outras duas terão os dias desse tipo de publicidade definidos pela Justiça Eleitoral.

 

Hoje, a gestão de Gilvandro Estrela é monitorada pelo Ministério Público do Estado (MPPE) e através de uma auditoria especial do Ministério Público de Contas (MPCO) autorizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). O objetivo é impedir o prefeito interino de realizar despesas que fiquem para o seu sucessor – ou para ele mesmo, caso seja eleito no próximo dia 2. Ele não deve, por exemplo, iniciar novas obras, aumentar despesas com pessoal ou pagar verbas extraordinárias e controversas aos servidores e fornecedores.

 

Blog de Jamildo

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