
Momento em que manifestante é baleado durante protesto
FOTO: CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS
Um jovem morreu nesta quinta-feira (22) em decorrência de disparos à queima-roupa da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em uma nova jornada de protestos em Caracas, na Venezuela.
Um grupo de manifestantes enfrentou funcionários da GNB (polícia militarizada) na estrada Francisco Fajardo, a principal via de Caracas, onde foi relatada a morte do jovem de 22 anos, além de vários feridos.
Da clínica onde o óbito foi registrado, o médico e deputado da oposição José Manuel Olivares garantiu que a vítima foi atingida a tiro no coração por parte de um membro da Guarda Nacional.
A morte do rapaz eleva a 75 o número de mortos em quase três meses de mobilizações contra Nicolas Maduro, informou a Procuradoria.
O líder opositor venezuelano Henrique Capriles divulgou nas redes sociais um vídeo em que se observa agentes uniformizados disparando diretamente contra de um grupo de manifestantes.
"À queima-roupa. Cumprem suas ordens ao pé da letra, Nicolás Maduro, e hoje você disse à imprensa internacional que os seus xerifes usam água e gás lacrimogêneo", criticou Capriles em outra mensagem.
Maduro, por sua vez, elogiou em uma coletiva de imprensa com meios internacionais o "esforço heroico" que, em sua opinião, estão fazendo a GNB e a estatal Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em seu trabalho nas marchas opositoras.
Em resposta à morte do jovem, dirigentes da oposição convocaram os manifestantes a "trancar" as ruas de toda a Venezuela ao meio-dia de sexta-feira (23), por duas horas.
"Que não reste uma rua, avenida, autoestrada livre. Vamos paralisar o país", disse à imprensa o deputado José Manuel Olivares em nome da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).
Gazeta Web