Publicada em 27/06/2017 às 07h38.
Caruaru como polo de serviços no interior de Pernambuco
Município tem uma universidade, dois centros universitários e uma faculdade que formam profissionais da área todos os anos.

(Foto: Lafaete Vaz/G1)

 

Com população estimada de 351.686 pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Caruaru, no Agreste, se tornou ao longo dos anos um polo de serviços de saúde no interior de Pernambuco. O município conta com uma universidade, dois centros universitários e uma faculdade que formam profissionais da área todos os anos, além dos serviços gratuitos oferecidos pela instituição e pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Segundo a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), o município conta com 1,89 médico por 1 mil habitantes – taxa maior que a da região Agreste central (0,90) e Pernambuco (1,21). O número de leitos hospitalares de Caruaru por 1 mil habitantes é 2,15, também superior ao regional (1,50) e estadual (1,83).


Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que a “Capital do Agreste” conta com três hospitais públicos que ficam a cargo da prefeitura: Casa de Saúde Bom Jesus, Hospital do Coração de Caruaru e Hospital Manoel Afonso. O primeiro tem 78 leitos, sendo 62 voltados para a área de obstetrícia e pediatria, que são as especialidades da unidade de saúde. O segundo, voltado para a cardiologia, possui 15 leitos. Já o terceiro conta com especialidades em clínica médica, pediatria e psiquiatria, e tem 33 leitos.


A gestão municipal ainda oferece atendimento médico em quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA). As unidades atendem urgências em clínica médica e pediatria. Caruaru ainda conta com 69 equipes de saúde da família, sendo 18 na zona rural, seis centros de saúde, dois centros de especialidades, dois laboratórios e duas unidades de fisioterapia.


Cursos de saúde no município


Curso de Medicina é realidade na UFPE em Caruaru (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)

Curso de Medicina é realidade na UFPE em Caruaru (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)


Os alunos da graduação ainda contam com laboratórios de habilidades e simulação, morfofuncional e tutoria. “Desde o primeiro período do curso os estudantes já estão em contato diretamente com serviços de saúde e pessoas e comunidades. Eles desenvolvem várias atividades como acompanhamento de famílias, atendimentos, visitas domiciliares, atividades educativas e outras atividades extensionistas”, destacou Carolina.


O Centro Universitário Vale do Ipojuca (DeVry/Unifavip), por exemplo, foi inaugurado em Caruaru em 2001 e atualmente conta com seis cursos de saúde: nutrição, psicologia, farmácia, biomedicina, fisioterapia e enfermagem.


A graduação mais antiga é a de psicologia, que foi implantada na instituição há 12 anos. Desde 2010 o curso oferece uma clínica-escola para atender a comunidade carente do município. De acordo com a assessoria de imprensa do DeVry/Unifavip, o local realiza cerca de 10 mil atendimentos anuais. Implantado também em 2007, o curso de nutrição dispõe de um centro de atendimento gratuito à população de Caruaru. O centro universitário ainda promove ações por meio do curso de fisioterapia para os funcionários de alunos da instituição.


Formando 250 profissionais por ano, a graduação de enfermagem desenvolve ações de orientação de educação e saúde para grupos crônicos, como diabéticos e hipertensos. O curso ainda conta com uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para que os estudantes possam estagiar. As graduações de farmácia e biomedicina foram implantadas na instituição há dois anos e também ofertam serviços gratuitos para o público, como exame de tipagem sanguínea e ações que conscientizam sobre microbiologia e prevenção de doenças causadas por bactérias.


Os cursos ainda não formaram turmas - a primeira formação será em 2018 -, mas oferta serviços gratuitos como aferição de pressão, tipagem sanguínea, prevenção de câncer bucal, ginástica laboral, glicemia capilar e aula de zumba. A instituição ainda conta com laboratórios de anatomia, bioquímica, citologia, análises clínicas, microbiologia, imunologia e paraditologia, eletrotermofototerapia, cinesiologia e odontologia.


Curso de Odontologia da Asces/Unita é um dos mais antigos da região  (Foto: Acervo/Asces-Unita)

Curso de Odontologia da Asces/Unita é um dos mais antigos da região (Foto: Acervo/Asces-Unita)


O Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita) forma todos os anos profissionais em nove cursos da área de saúde: biomedicina, bacharelado em educação física, licenciatura em educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, odontologia e saúde coletiva.

O curso de odontologia foi implantado na instituição há 58 anos, sendo o primeiro do interior do estado. Os estudantes prestam atendimento gratuito para as pessoas que necessitam de exame, diagnóstico e tratamento de câncer bucal. Mais de 200 mil pessoas já foram examinadas. A graduação de enfermagem da instituição tem uma sala de apoio ao aleitamento materno, e faz parte do Programa de Residência Multiprofissional da área de Atenção Básica/Saúde da família e Atenção ao Câncer, em parceria com o Ministério da Saúde.


A graduação de biomedicina conta com uma parceria com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, o que permite que os estudantes estagiem em unidades do estado. O curso de bacharelado em educação física oferece serviços gratuitos para a população, como o Projeto de Prática e Treinamento para Pessoas com Deficiência. Já a licenciatura em educação física é voltado para a pesquisa acadêmica.


Também pioneiro na região, o curso de farmácia oferta à população projetos de extensão universitária, como “Plantas Medicinais na Atenção Básica à Saúde”, enquanto a graduação de nutrição desenvolve um projeto voltado para incentivar crianças e adolescentes a se alimentarem de forma saudável. Por outro lado, os estudantes de fisioterapia atendem pacientes dos mais de 60 municípios do Agreste de forma gratuita.


Por fim, os alunos de saúde coletiva realizam ações em escolas públicas para discutir sobre os mecanismos de combate a corrupção na área e apresentam ferramentas para que possa ser acompanhado o trabalho dos gestores públicos da saúde no município.


G1

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