Publicada em 28/06/2017 às 07h34.
PSB quer trocar membros de comissão para encurralar Temer
Socialistas tentam garantir votos contra o presidente da República na comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.

Danilo Cabral pode ganhar espaço para votar na CCJ; ele defende saída de Michel Temer / Sérgio Frances/Divulgação

Danilo Cabral pode ganhar espaço para votar na CCJ; ele defende saída de Michel Temer
Sérgio Frances/Divulgação
Se o clima no PSB anda tenso devido às eleições para a presidência do partido em outubro e às divergências no que diz respeito ao governo Michel Temer (PMDB), uma nova questão pode acirrar ainda mais os ânimos. Há uma articulação em andamento para que dois dos quatro representantes do partido na comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal sejam trocados de modo que todos os votos socialistas na instância sejam pela aceitação da denúncia contra o peemedebista.

Integram a CCJ pelo PSB os deputados Tadeu Alencar, Julio Delgado (MG), Danilo Forte (CE) e Fabio Garcia (MT). Os dois primeiros vão votar para que Temer seja afastado do cargo. Os demais são tidos como “ governistas” e há um temor de que votem pelo arquivamento da denúncia.


Nesta quinta-feira, a Executiva nacional do PSB tratará do assunto em uma reunião. Caso haja a troca, Danilo Forte e Fabio Garcia deixam a CCJ para dar lugar a Danilo Cabral e Hugo Leal (RJ).


Um dos entraves para a mudança é que a líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), também é vista como uma parlamentar pró-Temer e pode endurecer a negociação.


“Há espaço para diálogo (com a líder da bancada) e vamos apostar nele”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacando que o partido não abre mão de ser oposição à gestão Temer.


Segundo Julio Delgado, já que o PSB está na oposição a Temer, é justo que os deputados da sigla solidários ao presidente abram caminho na CCJ para quem segue a orientação partidária. “Quem não quer votar contra Temer que se ausente e deixe espaço para Hugo Leal e Danilo Cabral”, disse.


O deputado pernambucano, uma das partes interessadas na possível troca dentro da CCJ, preferiu não falar sobre o assunto.

 

JC Online
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