Publicada em 01/07/2017 às 10h14.
Não conseguirão parar o país, diz Temer nas redes sociais
Em vídeo divulgado nas redes sociais, peemedebista fez balanço da semana, ignorando denúncia contra ele por corrupção passiva.
Temer faz comunicado em dia de greve geral
Temer faz comunicado em dia de greve geralFoto: Reprodução/ Facebook


O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (30) que o país não vai parar e que aqueles que querem paralisá-lo não terão êxito. Em vídeo divulgado nas redes sociais (veja abaixo), o peemedebista fez um balanço da semana, ignorando denúncia apresentada contra ele pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por corrupção passiva. "O Brasil está caminhando, apesar de alguns pretenderem parar nosso país. Não conseguirão", disse.

Na gravação, o peemedebista tentou demonstrar otimismo, apesar de sua permanência no cargo estar em risco. Segundo ele, foram aprovadas "medidas importantes", como a proposta de regularização fundiária e a redução da meta de inflação.

De acordo com ele, o país "continuará avançando" e "logo" o crescimento econômico será restabelecido, assim como a geração de emprego. "A inflação vem caindo fortemente e vai continuar caindo cada vez mais, colocando o país ao lado das economias mais avançadas e modernas do mundo", disse.

A partir da semana que vem, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) analisará a denúncia. Caso o plenário da Câmara não a barre e o STF (Supremo Tribunal Federal) a aceite, o presidente ficará afastado por até 180 dias.

O presidente mobiliza a base aliada a garantir quórum mínimo de segunda a sexta nas próximas duas semanas para conseguir votar denúncia contra ele na Câmara antes do início do recesso parlamentar, a partir de 18 de julho.

Pelo calendário esboçado pelo Palácio do Planalto, a defesa do peemedebista utilizaria no máximo três sessões para se pronunciar na CCJ, permitindo que já na quinta-feira (6) começasse o prazo de discussão e aprovação do parecer.

O esforço é que a votação em plenário ocorra no dia 13 ou 14 de julho. A ideia do presidente era tentar adiar o início do recesso parlamentar, mas a proposta tem encontrado resistência até mesmo na base aliada.

Para garantir a presença de deputados governistas nas segundas-feiras, o peemedebista convocará reuniões com líderes aliados nos domingos à noite, no Palácio da Alvorada.


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