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Uma semana depois da aprovação da Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBT, um grupo de manifestantes ocupou as galerias da Câmara de Vereadores para protestar contra a implementação da ideologia de gênero na Base Nacional Curricular Comum (BNCC). A medida vem sendo discutida a nível nacional e, no âmbito local, virou alvo de requerimento da vereadora Michele Collins (PP) com voto de apelo ao ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), para que a expressão seja retirada do documento que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da Educação Básica.
Com cartazes e faixas, os manifestantes, que se diziam da sociedade civil organizada, faziam coro para Michele Collins, mas interrompiam as falas dos outros vereadores que discordavam do posicionamento da progressista, que integra a bancada evangélica da Casa.
“Nós entendemos que isso não é uma matéria que seja empregada na base curricular. As escolas é para serem ensinados os temas normais, como português, matemática, história. Todas as matérias necessárias para o crescimento e conhecimento de um aluno. Ideologia de gênero não deve ser introduzida nas escolas. O estado deve se preocupar em formar boas escolas com a qualidade de ensino para nossas crianças”, afirmou Sandra Queiroz, organizadora do ato.
O vereador do PSOL, Ivan Moraes, também discursou no plenário da Casa e defendeu a pluralidade. “Precisamos ouvir a pluralidade. Essa é a Casa da democracia”, afirmou o edil.
A sessão na Câmara foi conturbada e interrompida mais de uma vez. Após as polêmicas, a discussão foi encerrada depois que o vereador Rodrigo Coutinho (SD) pediu vista ao requerimento de Michele Collins. O item saiu de pauta, mas pode ser votado nos próximos dias.
Folha PE