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O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (29) uma
lei que cria um sistema de transferência automática da pensão alimentícia,
batizado de "PIX Pensão". A proposta já havia sido aprovada pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
A
lei altera a legislação para permitir que quem recebe pensão alimentícia peça
ao juiz a transferência automática, mês a mês, do valor devido diretamente para
sua conta bancária ou a de um representante legal.
Pelas novas regras, caberá à instituição financeira fazer o débito na conta de quem paga a pensão nas datas definidas pela Justiça.
Além disso, Lula também sancionou uma lei que obriga o governo federal a divulgar o número de telefone para denúncias de violência contra a mulher, o Ligue 180, em locais de grande circulação, como por exemplo, nas escolas, hospitais e transportes públicos.
Caso não haja saldo suficiente, o banco deve informar a autoridade supervisora, que torna indisponíveis outros ativos financeiros do devedor até o valor da dívida atualizada.
A
regra prevê inclusive a indisponibilidade dos ativos caso a pessoa seja
empresário individual.
A lei também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publique estatísticas periódicas sobre ações de pensão alimentícia, incluindo o perfil de quem recebe e de quem paga, respeitado o anonimato dos dados, a fim de criar mais transparência.
A
autora da proposta, deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), defendeu o
mecanismo automático como uma alternativa mais barata e eficaz do que depender
apenas da prisão civil do devedor, hoje o principal instrumento coercitivo
previsto em lei para esses casos.
"O Pix Pensão reduz o trabalho do Estado e beneficia os alimentandos, dificulta a vida do inadimplente contumaz e, como benefício adicional, sinaliza à sociedade que não é mais possível ter um filho sem ter responsabilidade sobre ele. Trata-se de relevante inovação para beneficiar alimentandos", afirmou.
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A relatora no Senado, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), propôs dois ajustes de redação ao texto que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados — sem mudar o conteúdo da proposta.
A relatora afirma que a transferência automática reduz a necessidade de o credor voltar à Justiça a cada mês em que o devedor deixa de pagar.
"A medida também contribui para reduzir a inadimplência estratégica, aumentar a previsibilidade financeira do alimentando e desestimular o uso de expedientes destinados a dificultar o pagamento da pensão", disse a senadora.
Ligue 180
A autora da lei que obriga a divulgação do Ligue 180 foi a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). No Senado, a matéria recebeu o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).
Disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, o Ligue 180 oferece atendimento por telefone, e-mail, WhatsApp e em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A nova lei quer ampliar a visibilidade do canal e facilitar o acesso de mulheres em situação de violência aos serviços de orientação e denúncia.
FONTE: G1.