
Após reunião com o presidente Michel Temer e governadores, em Brasília, nesta quarta-feira (22), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou diversos pontos que estavam sendo especulados sobre o novo texto da reforma da previdência, que deverá ser votado no início de dezembro na Câmara. Entre as propostas, está a diminuição do tempo mínimo de contribuição e a necessidade de, para ganho real, contribuir por no mínimo 40 anos.
De acordo com Meirelles, a idade mínima continuará mantida em 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres. O tempo mínimo de contribuição, previsto anteriormente em 25 anos, cairá para 15.
Quem contribuir pelo tempo mínimo, receberá o valor correspondente a 60% do benefício. O ganho integral só será possível com a contribuição ao longo de 40 anos.
A estimativa do Ministério da Fazenda é que com as novas medidas o Governo Federal economize cerca de 60% do que já era previsto, R$ 800 milhões em 10 anos.
O ministro disse ainda que a aposentadoria rural e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), benefício pago a idosos e pessoas com deficiência pobres, não sofrerão nenhuma mudança, diferente do que havia sido proposto em maio.
JC