
O relatório com a conclusão da Polícia Federal no inquérito que apura o envolvimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, o irmão dele, o deputado Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA), e outras três pessoas foi encaminhado para o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. No documento, a PF aponta o indício de lavagem de dinheiro e associação criminosa de todos os citados, que passaram a ser investigados após malas com R$ 51 milhões terem sido encontradas em um apartamento em Salvador.
De acordo com o portal G1, o dinheiro é atribuído por investigadores ao ex-ministro, imputando, além dele, o ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, Job Ribeiro; a mãe de Geddel e Lúcio, Marluce Vieira Lima; e Gustavo Ferraz, aliado de Geddel.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), o ex-secretário parlamentar da Câmara dos Deputados Job Ribeiro Brandão afirmou que Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima pediram a ele para destruir provas como anotações, agendas e documentos que poderiam dar pistas sobre envolvimentos dos dois peemedebistas.
Geddel é alvo da Operação Cui Bono, que foi deflagrada pela PF em 13 de janeiro deste ano e investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima. Em setembro, a segunda fase da operação foi deflagrada, prendendo o ex-ministro em Salvador após a polícia encontrar o montante em dinheiro num apartamento na capital baiana.
JC