
É o que apontam os dados mais recentes do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estudo traz o levantamento mais recente sobre a situação do desmatamento em 3.400 cidades do País, nos anos de 2015 e 2016.
A principal explicação para o cenário é que, segundo a SOS Mata Atlântica, a região onde estão inseridos os municípios tem suas atividades econômicas baseadas na agricultura e na pecuária. O plantio de monoculturas e o desmatamento para a implantação de pastos propiciam a abertura de clareiras em meio às florestas, contribuindo para o processo de desertificação. De acordo com a SOS Mata Atlântica, a área original de Mata Atlântica em Pernambuco era de 1,6 milhão de hectares. Atualmente, existem apenas 197 mil hectares.
Atualmente, a Mata Atlântica é a floresta mais ameaçada do Brasil, com apenas 12,4% da área original preservada, segundo a SOS Mata Atlântica, o que só reforça, segundo ambientalistas, que o poder público e as comunidades devem voltar o olhar para a conservação do pouco de vegetação nativa que ainda resta. Em âmbito nacional, o levantamento da SOS Mata Atlântica revelou o Nordeste como a região que mais desmata. Entre os destaques, a Bahia ficou entre os estados que mais suprimiu mata nativa. Só Santa Cruz Cabrália, situada no Sul da Bahia, eliminou 3,1 mil hectares de florestas nativas nos últimos dois anos - uma área de tamanho semelhante a Madre de Deus, o menor município do estado da Bahia, que tem 3,2 mil hectares de área total.
Folha PE