
Etiene Medeiros deve disputar o Mundial de piscina curta
Foto: AFP
Faltam poucos dias para a chegada de 2018, o que está fazendo muita gente estampar um sorriso de orelha a orelha. O motivo? A Copa do Mundo da Rússia. O evento, que monopoliza os olhares dos quatro cantos do mundo, que prende os torcedores em suas emoções, seja por alegria plena ou decepções que marcam e ficam na história, é o carro-chefe esportivo da temporada que se aproxima. Mas não reinará sozinho. O cardápio de atrações para o novo ano é diversificado também nos esportes olímpicos. Afora as modalidades que realizam seus campeonatos mundiais anualmente, 2018 terá dois grandes eventos multiesportivos, os Jogos de Inverno e os Jogos da Juventude, além de torneios expressivos, como o Mundial de Vôlei. A seguir, você confere alguns destaques para ficar ligado no ano que se aproxima.
Jogos de Inverno de Pyeongchang
Acontece entre os dias 9 e 25 de fevereiro, na Coreia do Sul. Embora nunca tenha medalhado, o Brasil envia representantes desde a edição de 1992 e tem como melhor resultado o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em 2006. A veterana, inclusive, ainda batalha pela classificação. Mas já tem gente garantida, a exemplo da patinadora artística Isadora Williams e da equipe masculina de bobsled. A versão paralímpica acontece de 9 a 18 de março e terá Aline Rocha, primeira brasileira no evento, competindo no esqui cross-country.
Jogos Olímpicos da Juventude
De 6 a 18 de outubro, a Argentina receberá mais de três mil jovens, com idade entre 14 e 18 anos, que vivenciarão uma experiência semelhante à Olimpíada de Verão. Vale a pena ficar de olho porque é um verdadeiro seleiro de futuros campeões. Em 2014, por exemplo, o Brasil levou Flávia Saraiva (ginástica artística), Hugo Calderano (tênis de mesa), Duda (vôlei de praia), Ingrid Oliveira (saltos ornamentais), dentre outros. Foram conquistados sendo seis ouros, seis pratas e um bronze, e o País foi nono colocado.
Mundiais
Em 2017, alguns atletas tiraram o pé do acelerador para deixar o corpo descansar após os Jogos do Rio, enquanto técnicos aproveitaram para testar caras novas. Agora, a maioria começará a traçar metas já voltadas para Tóquio-2020. Por isso, a tendência é que as competições deste ano sejam mais fortes. Entre os esportes que realizam seus mundiais anualmente estão pentatlo moderno, remo, canoagem e judô. Tem ainda o sempre equilibrado Circuito Mundial de Vôlei de Praia e o calendário recheado do atletismo, que iniciará a caça por um substituto de Usain Bolt tanto nas pistas, quanto no chamariz para o esporte.
Surfe
O Brasil será a nação com maior número de representantes na Liga Mundial de Surfe em 2018. No total, terá 11 competidores no CT, elite da modalidade, entre eles o pernambucano Ian Gouveia, que ganhou um convite da organização para permanecer no tour depois de encerrar 2017 em 23º lugar. Competirão ainda Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Caio Ibelli, Ítalo Ferreira, Jessé Mendes, Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e Michael Rodrigues. A Austrália terá oito atletas, os EUA seis e o Havaí quatro. O circuito começa em 11 de março, na famosa perna australiana.
Vôlei
Realizado a cada quatro anos, o Mundial de Vôlei é o torneio mais nobre da modalidade, atrás somente da Olimpíada. No masculino, o Brasil reinou na era Bernardinho, com três títulos (2002, 2006 e 2010) e um vice (2014), e, neste ano, em um momento de renovação, viverá o primeiro grande desafio sob o comando de Renan Dal Zoto. Os jogos acontecem entre os dias 10 e 30 de setembro, na Itália e na Bulgária, países-sedes. Já a versão feminina será no Japão, de 29 de setembro a 20 de outubro. A seleção, que tem três vices, em 1994, 2006 e 2010, busca uma conquista inédita.
Mundial de Natação em Piscina Curta
Disputado a cada dois anos, o evento em 2018 será na China, entre os dias 3 e 8 de dezembro. Entre os destaques que o Brasil deve levar na delegação está a pernambucana Etiene Medeiros, que bicampeã do evento na prova dos 50 metros costas (Doha-2014 e Windsor-2016), com direito a recorde mundial. A expectativa é com releção ao número de vagas na equipe, já que a CBDA enfrenta uma séria crise e reduziu drasticamente o time que viajou ao Mundial de Esportes Aquáticos deste ano.
Folha PE