
Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Passadas as dez primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro 2018, já é possível fazer um comparativo mais encorpado do que realmente os times caminharam na competição. Pegando como exemplo os Brasileirões mais recentes, alguns clubes conseguiram uma excelente largada e números expressivos. É o caso do Sport. Com 18 pontos ganhos dos 30 disputados até o momento, o Leão atingiu os 60% de aproveitamento na competição e figura na vice-liderança na tábua de classificação geral. Inevitavelmente, os torcedores deixaram o pessimismo compreensível de outrora de lado e já começam a sonhar alto. Ano passado, o campeão Corinthians terminou com 72 pontos, num total de 63,2% de aproveitamento. O sexto colocado e que garantiu uma vaga na Pré-Libertadores independente de outros resultados foi o Flamengo, que fechou a competição com índice de 49,1%.
Considerando os últimos cinco anos de Série A, essa é a segunda melhor campanha em termos de pontuação, perdendo apenas para 2015, quando os rubro-negros tiveram um início quase perfeito. Na ocasião, o clube somava 22 pontos nas dez primeiras etapas, ocupando a liderança e sem perder um jogo sequer. Ao término da competição, os leoninos terminaram na sexta colocação, o que com o regulamento atual renderia uma vaga na Pré-Libertadores. Em 2014, a trajetória foi parecida com a atual. O Sport conquistou 17 pontos nos dez primeiros jogos, mas acabou encerrando as 38 rodadas na 11ª colocação. Em 2016, o pior começo, com apenas nove pontos, metade da pontuação atual. Em 2017, 12 pontos ganhos. Nestes dois últimos anos citados, o Leão lutou até a última rodada contra o rebaixamento.
Nos números de gols marcados, o Sport parece ter conseguido enfim um equilíbrio defensivo, o grande calo leonino nas últimas edições da Série A. Na atual edição, foram 12 gols sofridos, figurando entre as dez melhores defesas. No Brasileiro do ano passado, o time já havia sofrido 16 gols nos dez primeiros jogos e era a quarta pior defesa da competição. Em 2016 o desempenho da retaguarda foi parecido, sofrendo 15 tentos com a mesma quantidade de jogos. Outro fator positivo é o chamado poder de reação. Neste Brasileirão, os rubro-negros já conseguiram duas viradas de placar, nas vitórias contra Palmeiras e Atlético/MG. Nas outras edições, isso era um caso raro de acontecer. Sem estrelas no atual time, a coletividade vem marcando o atual elenco. "Futebol é coletivo. Você não chega à final de um campeonato com 11 jogadores. É uma rotatividade muito grande. O elenco está tendo a consciência que todos são importantes", disse o atacante Rafael Marques, em entrevista ao site oficial.
Folha PE