Publicada em 11/06/2018 às 08h27.
Projeto humanitário faz doação de equipamentos de saúde a Pernambuco
Programa de filantropia norte-americano enviou equipamentos e suprimentos para unidades públicas de saúde.

Na última sexta-feira, o primeiro contêiner chegou ao Recife e parte dos materiais já foi entregue

Foto: Divulgação

 

O projeto humanitário de saúde Cure faz a primeira doação para Pernambuco neste mês. O programa de filantropia da sociedade civil dos Estados Unidos já começou o envio de equipamentos e suprimentos que serão doados para o SUS no Estado. Os focos são o Hospital de Câncer (HCP), o Hospital da Restauração (HR), o Hospital Dom Hélder (HDH) e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). 


Na última sexta-feira (8), o primeiro contêiner chegou ao Recife e parte dos materiais já foi entregue ao Imip. Um novo contêiner deve chegar no próximo dia 24. Além da doação de insumos, outra parceria com os norte-americanos por meio da Operation Walk Chicago - organização para serviços médicos voluntários - também possibilitará o intercâmbio entre médicos locais e internacionais e mais um mutirão de cirurgias ortopédicas no HDH.


“O Project Cure é uma operação logística que utiliza a saúde para fazer o bem. É a maior organização de doação de suprimentos e equipamentos do mundo com passagem por mais de 130 países, mas que só agora fará a primeira grande ação no Brasil”, destacou o empresário Marcos Roberto Dubeux, articulador da vinda do projeto para cá. 


As negociações para que as doações chegassem a Pernambuco iniciaram ain­da em 2017, quando Dubeux reu­niu-se com governador Paulo Câmara, o representante do Projeto Cure, Douglas Jackson, a representante da Universidade de Northwestern, Cynthia Garbutt, o secretá­rio de Saúde do Estado, José Iran Costa Junior, o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, e o secretário de Saúde do município, Jo­sé Carlos de Lima; além do urologista Guilherme Maia, médico voluntário que atuará juntamente ao Imip. Ao todo, o Cure reuniu para distribuir no Estado R$ 1,8 milhão em equipamentos médicos, como seringas, máscaras e cateteres. O secretário Iran Costa comentou que as doações incrementam as ações de saúde local e ampliam as relações entre os profissionais de saúde dos Países.


Sobre o mutirão ortopédico do Operation Walk, Marcos Roberto Dubeux explicou que a ação deve ficar para o início de 2019, mas o planejamento já foi iniciado. O ortopedista e diretor médico do Hospital Dom Helder, Júlio Arraes, contou que para esta segunda edição serão priorizadas cirurgias de joelho. “Nesta versão, a gente vai, prioritariamente, atender pacientes para prótese de joelho. Em janeiro do ano passado foi prótese de quadril. A gente vai pegar a lista de pacientes do Estado e vamos buscar atender pessoas de diversas localidades. Estamos definindo o número de cirurgias porque isso fica atrelado ao quantitativo de próteses que vão ser doadas para a gente. Mas, acredito que devemos fazer até um volume de cirurgias maior que em 2017”, disse. 


No ano passado, a iniciativa beneficiou 40 pacientes. Na força-tarefa médica mais de 50 profissionais estrangeiros entre cirurgiões, fisioterapeutas e enfermeiros estiveram operando durante cinco dias no HDH. Além dos estrangeiros, 20 médicos do hospital também se somaram as equipes.

 

 

Folha PE

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