Publicada em 21/06/2018 às 09h45.
Mais visado, Sport quer criar novas alternativas de jogo
Após 12 rodadas, o time entrou para o recesso da Copa do Mundo ocupando a sétima colocação, com 19 pontos ganhos.

Claudinei Oliveira, técnico do Sport

Foto: Paullo Allmeida

 

De azarão para brigar no topo da classificação. Essa foi a trajetória inicial do Sport neste Brasileirão 2018. Com as eliminações na Copa do Brasil e no Campeonato Pernambucano, além do 3x0 sofrido para o América/MG logo na primeira rodada, as bancas de apostas informais colocavam o Leão como um dos times que apenas iriam brigar contra o rebaixamento. Após 12 rodadas, o time entrou para o recesso da Copa do Mundo ocupando a sétima colocação, com 19 pontos ganhos. Porém, o sucesso sempre cobra um preço. No caso do futebol, um deles é a visibilidade.


Passando a ser visto como uma ameaça, o Rubro-negro tem sido mais estudado pelos adversários e precisa criar novas alternativas para colocar em campo a partir do dia 18 de julho, diante do Ceará, fora de casa, na rodada que marca a volta da Série A.


Essa não é a linha de raciocínio de um torcedor comum, mas sim do próprio treinador Claudinei Oliveira, visto por muitos como um dos principais responsáveis pela bela campanha da equipe. Nos últimos jogos já foi possível perceber a dificuldade para o sistema ofensivo leonino criar jogadas, com grande mérito dos adversários que já demonstravam pleno conhecimento do plano de jogo dos pernambucanos, como Internacional (0x0), Atlético/PR (1x0 para o Sport) e Grêmio (0x0). Até mesmo diante do Vasco, quando conseguiu marcar dois gols, na derrota por 3x2, os rubro-negros pouco criaram.


O cansaço, apesar de atingir outros times também, é apontado como um dos fatores por essa queda de produção ofensiva. Muitos apontam que o Sport se tornou um time previsível na frente. Com Marlone e Rogério bem marcados pelos times rivais, o ataque perde muito em poderio de finalização.


O retrato disso é o gol marcado na vitória contra o Atlético/PR, vindo de um chute de longa distância do volante Fellipe Bastos. "Ninguém acreditava muito no Sport. Com esse nosso bom começo já é uma equipe que estão estudando, analisando como jogamos, vindo mais preocupados. Estamos mais respeitados na competição. Então a gente tem que usar a parada para criar alternativas para não ficar uma equipe muito previsível", explicou Claudinei. 

 

 

Folha PE

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